No RN, 6 mil pessoas entraram no trabalho remoto durante o mês de julho

Publicação: 2020-09-22 00:00:00
O total de pessoas em trabalho remoto no Brasil caiu de 8,7 milhões em junho para 8,4 milhões em julho. Desse total, 7,06 milhões, o equivalente a 84,1%, são trabalhadores formais. É o que aponta análise divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta segunda-feira (21), com dados do teletrabalho por idade, gênero, escolaridade, região, e grupo ocupacional. 

Créditos: marcelo camargo/agência brasilEstado contabilizou, em julho, 101 mil trabalhadores remotosEstado contabilizou, em julho, 101 mil trabalhadores remotos

No Rio Grande do Norte, o movimento foi inverso. O número de empregados que trabalham remotamente cresceu de 95 mil em junho para 101 mil em julho, um crescimento de  5,94% no intervalo de 30 dias. Em maio, o RN tinha 86 mil trabalhadores em home office, o equivalente a 9,5% dos ocupados. Em junho, esse percentual subiu para 10,6% e em julho teve leve queda para 10,5%, ou seja, 1,2 pontos percentuais abaixo da média nacional, segundo o levantamento. A redução ocorre devido à queda no número total de ocupados. 

Distribuindo as pessoas que estavam trabalhando de forma remota, em julho, de acordo com a atividade econômica do trabalho, tem-se a maioria na atividade de serviços (44,0%); seguido pelo Setor Público (35%); indústria (7,2%); comércio (5,7%) e Agricultura (0,8%). A pesquisa não traz dados semelhantes para regiões e estados.

A pesquisa 'O trabalho remoto nos setores formal e informal na pandemia' mostra que, em julho, 84,1% dos trabalhadores executando suas tarefas remotamente estavam no setor formal, e 15,9% no setor informal. Esse resultado se repetiu nos meses anteriores da pesquisa, com variações marginais. De todas as pessoas ocupadas, 33,6% estão no setor informal, totalizando 27,4 milhões. Desses, 1,3 milhão de pessoas trabalhadoras do setor informal estavam exercendo suas atividades laborais de forma remota. Consequentemente, as outras 7,1 milhões de pessoas que estão trabalhando de forma remota estão no setor formal. 

Quanto ao perfil, a maioria são mulheres (55,7%), brancos (64,5%) e com idade de 30 a 39 anos (32,1%). Além disso, mais de 70% das pessoas em home office possuem nível superior completo, mostrando um predomínio de profissionais com maior qualificação: o grupo de Profissionais das ciências e intelectuais, equivale a 51% de todos os trabalhadores em forma remota. Entre profissionais com cargos de diretor e de gerente, 22,8% estavam trabalhando de forma remota em julho. 

Em contrapartida, grupos ocupacionais de caráter mais operacionais apresentaram menores percentuais de força de trabalho em home office em julho. É o caso de trabalhadores agrícolas, artesãos, operadores de máquinas, vendedores e trabalhadores do comércio e membros de Forças Armadas, policiais militares e bombeiros militares.

Em julho, 30,5% dos trabalhadores não afastados do setor público estavam trabalhando remotamente. Com exceção da agricultura e do setor público, o resultado para julho aponta redução gradual no percentual de trabalhadores de forma remota nos demais setores.

Quanto à distribuição regional, apesar de uma diminuição do percentual de trabalhadores não afastados e ocupados de forma remota na grande maioria das unidades federativas, os líderes do ranking se mantiveram constantes. A distribuição regional do trabalho remoto indica algumas diferenças no País. A maioria dos trabalhadores remotos encontram-se no Sudeste (57,9%), seguido pelo Nordeste (16,8%), Sul (14,8%), Centro-Oeste (7,5%) e o Norte (3%). 

Os estados que mais subiram no ranking de trabalho remoto foram Bahia, Paraná, Minas Gerais, Alagoas e Santa Catarina, enquanto Espírito Santo e Piauí registraram as maiores quedas. Distrito Federal (25,2), Rio de Janeiro (19,1%) e São Paulo (16,8%) continuaram com os maiores percentuais de trabalhadores remotos.










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