Nordeste deu maioria para Dilma

Publicação: 2014-10-27 00:00:00 | Comentários: 4
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São Paulo (AE) - Nos 15 Estados em que a presidenta Dilma Rousseff (PT) venceu no 2.º turno, um dos resultados mais significativos foi o de Minas Gerais, onde derrotou Aécio Neves (PSDB) por 52,4% a 47,6%. Menos pela vantagem apertada - cerca de 500 mil votos -, mas pelo simbolismo: o tucano perdeu em seu berço político nos dois turnos. Outro desempenho decisivo para a reeleição foi o de Pernambuco. Lá, a família e a máquina política do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo em agosto, se mobilizaram a favor de Aécio - uma eventual vitória do tucano em um Estado nordestino poderia se revelar decisivo. Mas o apoio não rendeu os frutos esperados pelo PSDB. Lá, Dilma venceu por 70% a 30%, e a votação do tucano ficou próxima de sua média no Nordeste.
Fábio Rodrigues PozzebomDilma Rousseff teve uma vantagem de 12 milhões de votos no Nordeste e evita crescimento de Aécio Neves em PernambucoDilma Rousseff teve uma vantagem de 12 milhões de votos no Nordeste e evita crescimento de Aécio Neves em Pernambuco

No total, a presidenta conquistou mais quatro anos de mandato com 54,2 milhões de votos - 51,6% dos válidos. Com 48,4%, Aécio Neves obteve o melhor resultado para um candidato do PSDB desde 1998.

No Nordeste, a vantagem da petista em relação ao adversário foi de 12 milhões de votos. Do eleitorado da petista, 37% vieram da região. Lá, o placar foi de 71% a 29% A presidenta também ficou à frente na região Norte, com 56% a 44%. Já o tucano venceu no Sudeste (57% a 43%), Centro-Oeste (58% a 42%) e Sul (60% a 40%)

A distribuição geográfica dos votos de Dilma espelha as desigualdades sociais do País. A última pesquisa Ibope antes da eleição mostrava que a petista só liderava isoladamente nas faixas com rendimento familiar de até dois salários mínimos.

As regiões em que a presidenta venceu são as que concentram fatias maiores de população de baixa renda, as mais beneficiadas por políticas como a do aumento real do salário mínimo e por programas sociais como o Bolsa Família.

Em São Paulo, o tucano ganhou por 64,3% a 35,7%, um desempenho superior ao obtido pelo candidato do PSDB a presidente há quatro anos, José Serra. Na época, também contra Dilma, Serra venceu o 2.º turno no Estado por 54% a 46%. Na Bahia, quarto maior colégio eleitoral, não houve surpresas: vitória da candidata petista por larga margem (70% a 30%). No Rio Grande do Sul, o vitorioso foi Aécio, por 53,5% a 46,5%.

Desempenho
Em comparação com o 2º turno da eleição presidencial de 2010, quando venceu pela primeira vez, a presidenta Dilma Rousseff piorou seu desempenho em 15 Estados e no Distrito Federal. Nos demais 11 Estados, ela teve votação porcentual superior à registrada há quatro anos. Os maiores avanços ocorreram em Sergipe e no Acre, onde a votação da presidenta aumentou 25%. Logo a seguir aparecem Roraima (24%) e Rio Grande do Norte (18%) Todos nas regiões Norte e Nordeste.

No outro extremo, as maiores quedas proporcionais ocorreram em Distrito Federal (-28%), São Paulo (-22%), Amazonas (-20%) e Santa Catarina (-18%).

No Nordeste, maior reduto da petista, ela conseguiu melhorar seu desempenho em seis dos nove Estados da região. Além de Sergipe e Rio Grande do Norte, houve aumento expressivo de sua parcela de votação em Alagoas (16%) e no Piauí (12%). Onde houve piora, a queda foi pequena: 1% ou menos na Bahia, no Ceará e no Maranhão, e 7% em Pernambuco.

No Sudeste, região que concentra 44% do eleitorado, Dilma teve desempenho inferior nos três principais Estados: além de São Paulo, Minas Gerais (-10%) e Rio de Janeiro (-9%).

Números
71% dos votos da região Nordeste foram para a candidata à reeleição, Dilma Rousseff.
29% dos votos da região Nordeste foram para o candidato do PSDB, Aécio Neves
52,4% dos votos dos eleitores de Minas Gerais foram para a candidata à reeleição, Dilma Rousseff

Dilma destaca contribuição do ex-presidente

Brasília (AE) - Para que a presidenta Dilma Rousseff fosse a protagonista da noite ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez papel de coadjuvante na solenidade de anúncio da vitória. Mas, a presidenta Dilma fez questão de mostrar a importância do padrinho, a quem agradeceu chamando de “militante número 1”, ao abrir seu discurso. Nesse momento, a presidenta Dilma fez questão de se dirigir a Lula, que estava em segundo plano, ao lado de outros ministros e coordenadores da campanha, e dar dois fortes abraços nele.

Ao final da festa, mais um abraço apertado e Dilma ficou saudando e abraçando cada um dos ministros e presidentes de partidos ali presentes. Dilma já tinha dado outros fortes abraços em Lula pouco antes, ainda no Palácio da Alvorada. O primeiro, mais emocionado, quando saíram os primeiros números da apuração, às 20 horas. O segundo, ainda mais comemorado, quando Dilma e Lula viram que tinham vencido as eleições em Minas. “Ganhamos em Minas”, gritavam eles. Foi a certeza da vitória.

No palanque, estava também o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, derrotado nas urnas ainda no primeiro turno. Muito abatido e bem mais magro, Agnelo deu um forte abraço em Dilma e outro em Lula. Conseguiu ouvir da aguerrida plateia gritos com seu nome.

Durante discurso, com voz rouca, a presidenta mostrou-se impaciente quando os militantes gritavam em comemoração insistentemente. “Gente, eu não posso gritar mais. Eu não consigo”, desabafou a presidenta, calando-se para, em seguida, defender e prometer se empenhar pela reforma política.

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Comentários

  • erippinheiro

    Ganhar em uma eleição ou perder, faz parte do pleito , não há empates, mas se ganhar com modos não desenvolvido onde represente a boa administração , é de lascar, sabemos como foi ganho, que me preocupa é o estado de corrupção e de impunidades, onde os culpados ganham direitos a prisão domiciliar, enquanto os outros normais uma cela estreita e fria , acorda brasil !

  • sousasilva1965

    É Concordo com o Sr. pcleandro, inclusive o nordeste e o Rio de Janeiro e Minas deve se separar do Brasil, inclusive no RN, vcs levam nosso petróleo de graça e só andam de carro graças aos Estados produtores, o Estado de São paulo seria dependente do nosso petróleo para movimentar sua economia. São Paulo perderia o nordeste e o norte que, são um grande mercado consumidor dos seus produtos, inclusive comprando com o dinheiro do bolsa família, programas minha casa minha vida e outros. Cuidado amigo, imagine talvez com cabeça fria, tu possas analisar, que todos nós somos Brasileiros e construímos uma grande nação, que tem seus problemas, como qualquer outra, mais São Paulo precisa do resto do Brasil e nos precisamos desse grande Estado, que inclusive meus parabéns elegeu um grande governador, Dr. Geraldo Alckmin, talvez seja ele o próximo presidente, homem honesto e merecedor de um voto, mas o sr. Aécio, não é digno de ser nosso presidente, pois desviou dinheiro da saúde e nem na terra dele, o mesmo ganhou e só teve votação expressiva em São Paulo, devido a Dr. Geraldo.

  • andredsouza29

    Concordo plenamente com o Amigo Pcleandro!!agora mais quatro anos com dilma e depois mais 8com Lula novamente!!Tudo por causa desse povo mandriaõ do norte nordeste!!Os votos das pessoas do Sul e Sudeste deveriam ter peso 2pq daqui sai as maiores economias do Brasil..

  • pcleandro

    Nao é mais aceitavel para todos os Brasileiros serem submetidos as vontades do norte e do nordeste (bolsa familia), os estados prejudicados como SP-SC-PR-RS- MT-MS- precisam rediscutir o pacto federativo, e pensar numa independencia Sao Paulo sosinho hoje seria o 18º pais mais rico do mundo, junto com o PR-SC-RS pularia para 13º, estas regioes nao precisam do restante do pais para nada, muito pelo contrario custeia quase que por completo seus gastos o governo federal depende do sul e do sudeste, precisamos qualificar e quantificar os votos nao podem ter o mesmo valor, as aspirações das populações sao bem diferentes, enquanto no sul e sudeste a população pensa em progredir na vida com trabalho e obter a independencia financeira , no norte e no nordeste a população fica deitada numa rede esperando o mes passar para buscar algumas bondades do governo municipal estadual e federal, ou quem sabe ser nomeado a algum cargo publico