Nova Amsterdam terá estreia com recursos do Fundo Setorial

Publicação: 2017-06-10 00:00:00 | Comentários: 0
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Depois de cinco anos de produção, o longa-metragem potiguar “Nova Amsterdam”, do diretor Edson Soares, enfim chegará aos cinemas. O lançamento nacional está previsto para a segunda quinzena de setembro deste ano. O momento não poderia ser mais especial. Filme de época que retrata a presença holandesa no Rio Grande do Norte no início do século XVII, o roteiro também aborda a chacina de Cunhaú e Uruaçu, cujo os mártires serão canonizados pela Igreja Católica em outubro.

O lançamento nacional está assegurado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e deve abranger 10 salas de cinema pelo país, incluindo Natal. Segundo Edson Soares, ele pleiteou a verba assim que concluiu o filme, há 30 dias. “Assim que entregamos o filme a Ancine, entramos no edital de comercialização. Longas que já contam com recursos do FSA tem prioridade, até porque é do interesse da Ancine que obras que ela ajudou a produzir sejam exibidas”, explica.

Thallita Kume e Leonardo Miggiorin em cena de Nova Amsterdam, cuja estreia será em setembro
Thallita Kume e Leonardo Miggiorin em cena de Nova Amsterdam, cuja estreia será em setembro

A estreia é modesta se comparada a outras produções nacionais, afinal, trata-se de um filme de nicho, regional. Mas, para o diretor, o fato não deixa de ser importante para a cena audiovisual do estado. Tanto que ele fez questão que a distribuidora responsável pela comercialização do filme – a FM Produções – marcasse para a capital potiguar a pré-estreia do longa. “Contei com recursos que a turma do audiovisual potiguar ainda não tinha conseguido. Devo a cidade uma grande pré-estreia.  E é uma obra que fala da história do RN. Independente se o filme será aclamado pela crítica ou público, o fato de existir é algo importante para a cena local”, argumenta o diretor, que conta ter boa expectativa quanto a resposta dos espectadores.

Soares também comenta que cinco canais de televisão já demonstraram interesse em comprar o filme para exibir na TV, mas por enquanto tudo está em negociação com a distribuidora.

De acordo com com o diretor, que também assina o roteiro, a demora para lançar o filme se deve ao processo de pós-produção. “É um filme de época, estamos trabalhando com muito chroma key (fundo verde), animação 3D. A finalização tomou bastante tempo”, explica. “Nova Amsterdam” conta com investimentos de pouca mais de R$ 350 mil. Segundo o diretor, menos do orçamento original de R$ 500 mil. Na produção há recursos do Prêmio BNB de Cultura e do FSA.


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