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Economia
Nova fase do Pronampe terá R$ 50 bi para as MPEs
Publicado: 00:01:00 - 26/05/2022 Atualizado: 23:10:16 - 25/05/2022
Brasília (AE) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou nesta quarta-feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto, o projeto de lei que cria novas regras para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A estimativa do governo é que R$ 50 bilhões possam ser emprestados em uma nova fase do programa.

O Pronampe foi lançado na pandemia de covid-19 para socorrer pequenos negócios, mas se tornou permanente na sequência. O financiamento depende do aporte de recursos da União e da operação dos bancos. Segundo Bolsonaro, as micro e pequenas empresas são responsáveis por gerar empregos no Brasil e precisam ter mais acesso ao crédito. A proposta sancionada autoriza o uso dos recursos já aportados pela União no Fundo de Garantia de Operações (FGO), que abastece o Pronampe, até 31 de dezembro de 2024.

A secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, afirmou que a nova fase do Pronampe tem "enorme impacto'' na economia. Segundo Daniella, o Brasil sofreu um grande choque econômico decorrente da pandemia e programas de crédito, como o Pronampe ajudaram a preservar empregos e renda. “O impacto do Pronampe na economia é enorme”, disse na cerimônia.  

O Pronampe é destinado a microempresas, com faturamento de até R$ 360 mil por ano ou pequenas empresas com faturamento anual superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões.

São duas opções de linhas: 1) até 30% da receita bruta anual da empresa no ano (no máximo, R$ 108 mil para microempresas e R$ 1,4 milhão para empresas de pequeno porte); 2) novas companhias, com menos de um ano de funcionamento, podem optar pelo que for mais vantajoso entre o limite de até metade do capital social ou de até 30% a média do faturamento mensal.

A lei sancionada também cria um novo programa de financiamento para empresas com receita bruta atual de até R$ 300 milhões, o chamado Programa de Estímulo ao Crédito (PEC). Do total de recursos, 70% devem atender empresas de pequeno porte, ou seja, com faturamento de até R$ 4,8 milhões. A expectativa é que esse programa permita a contratação de outros R$ 14 bilhões até o fim de 2022. 

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