Nova juíza da Supremo Corte dos Estados Unidos toma posse

Publicação: 2020-10-28 00:00:00
A juíza Amy Coney Barrett tomou posse, ontem, como juíza associada número 103 da Suprema Corte dos Estados Unidos, que consolidou uma maioria conservadora com a nova incorporação. Aos 48 anos, Barrett fez o juramento diante do presidente do tribunal, John Roberts, em uma cerimônia privada na qual o marido da juíza, Jesse Barrett, segurou a Bíblia na qual ela colocou a mão esquerda.

Barrett, cuja cerimônia formal de posse para esse cargo vitalício ocorrerá posteriormente, já poderá começar a participar dos trabalhos da Suprema Corte, de acordo com uma breve declaração da entidade. Ela deve enfrentar uma avalanche de casos politicamente delicados em seus primeiros dias no cargo, já que o tribunal analisará disputas eleitorais e se prepara para ouvir uma contestação da lei de saúde Obamacare.

Na segunda-feira (26), o Senado sob controle republicano efetivou a confirmação, ignorando as objeções dos democratas a uma indicação tão próxima da eleição presidencial de 3 de novembro. O presidente Donald Trump, que indicou Barrett, disse acreditar que a corte acabará decidindo o resultado da disputa entre ele e o democrata Joe Biden.

Barrett, de 48 anos, empossada oficialmente pelo juiz-chefe da Suprema Corte, John Roberts, ontem, se une ao tribunal com duas questões eleitorais dos estados cruciais da Carolina do Norte e da Pensilvânia à espera de seu parecer.

A expectativa é que o tribunal se pronuncie sobre ambas antes do dia da eleição. Barrett integra a nova maioria conservadora de 6 votos a 3 da corte.
Exatamente uma semana após a eleição, a Suprema Corte julga um caso no qual republicanos, incluindo Trump, pedem que o tribunal anule a Lei de Cuidados Acessíveis de 2010, conhecida como Obamacare.

O Senado dos Estados Unidos confirmou na segunda-feira, 26, por 52 votos a 48, a nomeação para a Suprema Corte de uma juíza indicada por Donald Trump, dando a ele uma vitória a oito dias da eleição presidencial. A aprovação de Amy Coney Barrett consolida a maioria conservadora na mais alta instância judicial do país.

A católica de 48 anos, contrária ao aborto, sucederá a Ruth Bader Ginsburg, uma figura ícone do progressismo, que morreu em setembro. Atrás de seu adversário, o democrata Joe Biden, nas pesquisas, o presidente conta com a confirmação de Barrett para atiçar sua base e captar o voto religioso. Com essa nomeação, Trump somaria três magistrados conservadores na Suprema Corte nomeados por ele.

Para o presidente, essa é uma oportunidade de mudar o discurso em meio a uma crise de saúde e econômica causada pela pandemia de covid-19, que continua se agravando, com mais de 225 mil mortos e cerca de 90 mil novos casos detectados no sábado. Em uma visita à Pensilvânia, Trump negou ter desistido do combate ao vírus. "Definitivamente estamos virando a página", afirmou aos jornalistas.

Seu chefe de gabinete, Mark Meadows, disse no domingo que o que o governo busca não controlar a pandemia, mas focar nas vacinas.