Nova Lei de Cotas gera polêmica entre estudantes

Publicação: 2012-10-25 00:00:00
A Lei de Cotas -apesar de estar em vigor- ainda gera polêmica entre professores e vestibulandos. Muitos ainda não entendem a aplicação da lei e acha que serão prejudicados, e outros veem como preconceito. Uns são contra as cotas raciais mais apoiam as sociais.

Numa sala com 50 alunos do pré vestibular de uma escola particular nenhum deles é totalmente a favor das cotas. É o caso da estudante Thâmara Geane, 17 anos.

 “Sou a favor das cotas para os estudantes que são de escola pública porque todo mundo sabe que o ensino oferecido é precário. Mas não concordo com a cota racial. Brancos, negros e índios possuem as mesmas possibilidades de aprender. A cor da pele e a raça não podem ser desculpas”, disse Thâmara Geane, que vai prestar vestibular este ano para o curso de Farmácia.

Já Lucas Linhares, 16 anos, é contra qualquer tipo de cota, seja racial ou social. Para ele essa medida não é de inclusão, mas de preconceito. “O Governo deveria investir na educação. Oferecer um ensino de qualidade para todo mundo para que todos possam disputar uma vaga na universidade de forma igual. Eu considero preconceito com quem estuda em escola particular. Sou contra qualquer tipo de cota”, disse o estudante que vai prestar vestibular para o curso de Engenharia Mecânica.

Para o professor de História, François Cavalcante, as cotas deve funcionar como medida paliativa, enquanto o poder público não oferece uma edução de qualidade.

“O governo quer transferir a sua responsabilidade – de não oferecer uma educação de qualidade -  para a sociedade. É preciso investir na educação, no professor. Não é simplesmente deixar a educação ao léu e criar medidas paliativas. Além disso, é complicado aplicar os critérios das cotas em uma país tão misto como o nosso”, opinou o professor.

Entenda

Argumento de inclusão:

Os estudantes que cursaram o Ensino Fundamental e Médio em escola pública - e cujas notas estivessem acima do ponto de corte - tinham direito a um acréscimo de 10% na pontuação final do vestibular. Não havia uma cota mínima de participação de estudantes.

Sistema de cotas:

Os estudantes que cursaram o Ensino Médio em escola pública e estiverem no perfil de renda abaixo de 1,5 salário mínimo ou sejam negros, pardos ou indígenas terão direito a 12,5% das vagas

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