Nove suspeitos morrem em operações da policia civil na região metropolitana

Publicação: 2019-07-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Operações simultâneas da Polícia Civil e Polícia Militar, realizadas na manhã desta quarta-feira (10), na Região Metropolitana de Natal resultaram na morte de nove pessoas em supostos confrontos com as polícias. Três pessoas foram presas e houve apreensão de armas e drogas. Do total de mortes, cinco foram em São Gonçalo do Amarante, e as outras quatro em Macaíba. Na segunda-feira (8), uma morte já tinha ocorrido, em Macaíba, na mesma situação.

Equipe da Polícia Civil em São Gonçalo do Amarante cumpria mandados de prisão na zona rural
Equipe da Polícia Civil em São Gonçalo do Amarante cumpria mandados de prisão na zona rural

As chamadas Ações Típicas de Estado, que é quando o cidadão morre em razão de alguma ação de segurança pública, têm tido um aumento gradual, desde 2015. De 1º de janeiro a 10 de julho deste ano, foram registradas 75 mortes em supostos confrontos – quase o dobro (92,3%) do registrado no mesmo período do ano de 2015, quando ocorreram 39 mortes do tipo.  Em 2016 foram 36 mortes, em 2017, 46 mortes e, em 2018, ocorreram 66 mortes. Em todos os anos, o período analisado foi o mesmo.

De acordo com os delegados que comandam as investigações dos casos que integram as operações desencadeadas nesta quarta-feira, estavam sendo cumpridos mandados de prisão nos locais dos confrontos.  Em São Gonçalo do Amarante, o mandado de prisão seria cumprido na comunidade de Serrinha, na zona rural do município. O delegado titular da distrital, Marcelo Augusto, explicou que todas as pessoas que vieram a óbito e os que foram presos tinham envolvimento com crimes de tráfico de drogas e homicídios na região. Um suspeito está foragido.

Nessa cidade, a Polícia Civil identificou três dos mortos: David Andrade Tavares, de 22 anos, Francivagner Melo da Silva, de 31 anos e Alex Silva de Oliveira, de 30 anos. Dois mortos não foram identificados. Além das mortes, foram presas duas mulheres e um homem, identificados como Daniela Estevam Ferreira, 23 anos, Adriele Barbosa de Oliveira, 20 anos e João Maria Bernardo da Silva, 31 anos.

O delegado Marcelo Augusto explicou que o grupo criminosos pertence ao PCC. Uma das mulheres presas, segundo o delegado, comandava a venda de drogas em Nova Cruz. Os três presos serão autuados por tráfico de drogas, associação ao tráfico e posse ilegal de arma.

Na mesma manhã, policiais civis da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), realizaram uma operação na comunidade da "Raiz", em Macaíba, que resultou na apreensão de cinco armas de fogo, sendo três revólveres calibre 38, uma arma caseira e uma espingarda calibre 44, além de maconha, crack, munições, dinheiro fracionado, máscaras e câmeras de monitoramento. Em confronto, quatro homens terminaram mortos.

A investigação foi iniciada após o recebimento de denúncia anônima, informando que na localidade havia uma facção criminosa que monitorava toda a região, através de várias câmeras espalhadas pelas ruas, além de traficarem drogas e andarem armados livremente. Segundo as informações, um homem foragido da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP) chefiava o tráfico na comunidade.

Operação da Deicor na comunidade da Raiz, em Macaíba, apreendeu cinco armas de fogo, sendo três revólveres calibre 38, uma arma caseira e uma espingarda calibre 44, além de maconha, crack, munições, dinheiro fracionado, máscaras e câmeras para monitoramento
Operação da Deicor na comunidade da "Raiz", em Macaíba, apreendeu cinco armas de fogo, sendo três revólveres calibre 38, uma arma caseira e uma espingarda calibre 44, além de maconha, crack, munições, dinheiro fracionado, máscaras e câmeras para monitoramento

Durante a operação, no momento em que as equipes de policiais se aproximaram da comunidade, os suspeitos efetuaram disparos, instante em que houve o confronto com a polícia, e quatro deles foram feridos, sendo prestado socorro até o hospital mais próximo. No entanto, segundo a Polícia Civil, eles morreram.

Os mortos em Macaíba foram identificados como Denilson da Silva Costa, conhecido "Denilson matador", foragido do PEP e chefe do grupo criminoso; João Paulo Pereira de Oliveira, conhecido como "JP", que estava com uma tornozeleira eletrônica; Rodrigo Richardson Alves da Silva, conhecido como "Pé de Pato", que estava cumprindo pena no regime aberto, e o último, identificado como João Pedro da Silva Alves, conhecido como "Pedrinho", irmão de Denilson.

Além das armas de fogo, munições, drogas ilícitas e dinheiro, os policiais apreenderam as câmeras de segurança instaladas no local, usadas pelos suspeitos para monitorar o movimento na localidade e a entrada da polícia. Ainda de acordo com os policiais, uma das armas apreendidas na operação teria sido subtraída durante ação criminosa contra uma agência bancária. A polícia investigará a relação do grupo com esse crime.

Mortes em confronto  - Dados correspondem ao período de 1 de janeiro a 10 de julho (de cada ano)

2019
75 mortes

Destas:
70 correram confronto com a Polícia Militar;

4 ocorreram em confronto com a Polícia Civil;

1 ocorreu em confronto com a Polícia Rodoviária Federal.

2018
66 mortes

Destas:
64 ocorreram em confronto com a Polícia Militar;

1 ocorreu em confronto com a Polícia Civil;

1 correu em confronto com a Força Nacional.

2017
49 mortes

Destas:
39 ocorreram em confronto com a Polícia Militar;

3 ocorreram em confronto com a Polícia Civil;

3 ocorreram confronto com a Força Nacional;

1 ocorreu em confronto com a PRF.

2016
36 mortes

Destas:
32 ocorreram em confronto com a Polícia Militar;

4 ocorreram em confronto com a Polícia Civil.

2015
39 mortes

Todas ocorreram em confronto com a Polícia Militar.

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