Novo partido começa no RN com 3 deputados estaduais

Publicação: 2013-04-17 00:00:00
A+ A-
O novo partido político que será criado oficialmente hoje, durante o Congresso da nova legenda, em Brasília, começará as atividades no Rio Grande do Norte com três deputados estaduais: o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, além de Antônio Jácome e Raimundo Fernandes. Trata-se do MD (Mobilização Democrática), como está sendo chamada a sigla, que será formada a partir da fusão do PPS e PMN. Apesar do MD começar com uma bancada na Assembleia, a pressa dos líderes nacionais para oficializar a fusão surpreendeu o comando dos dois partidos no Rio Grande do Norte. O presidente estadual do PMN, deputado Antonio Jácome, embarcou para Brasília  para se informar melhor sobre os rumos do novo partido.
Ricardo Motta, presidente da Assembleia Legislativa, tende a ficar com o comando da nova legenda
O que trouxe preocupação para o PMN foi a posição divergente com o PPS, presidido pelo ex-deputado Wober Júnior, no Estado. O PMN está na base de apoio ao Governo Rosalba Ciarlini, o PPS se coloca oposicionista à gestão. Já na postura junto a Prefeitura de Natal, o PPS é governista, inclusive indicou Eduardo Machado para ser titular da Secretaria de Esporte. O PMN é oposicionista.

saiba mais

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta, disse que está aguardando o resultado da reunião de amanhã, em Brasília, para saber detalhes sobre a função entre o PMN, legenda que integra, e o PPS. Questionado se assumirá o comando do MD no Rio Grande do Norte, Ricardo Motta, ele afirmou que o assunto será discutido com os deputados Antonio Jácome  e Raimundo Fernandes.

Origens

O partido que será criado hoje surge da união de duas legendas com tradições políticas diferentes. Enquanto o PPS surgiu a partir de mudanças, no início da década de 90, no antigo PCB, diante a crise do movimento comunista internacional. O PMN não teve origem nem trajetória no que se convencionou chamar de “esquerda’. O partido foi criado na década de 80 para disputar a presidência da Repúblico com Celso Brant.

Independente de ter superado eventuais diferenças de origem política e ideológica, a fusão dos dois partidos, criando o MD, abre uma janela para os políticos que detêm mandato e desejam uma mudança de legenda.

A lei da fidelidade partidária isenta de punição aqueles que adotam uma nova sigla em criação. No caso do cenário local, a criação do MD abre espaço para movimentações na Assembleia Legislativa, onde alguns deputados, eleitos pela oposição ao Governo, desejam aderir a uma legenda da situação.

No entanto, ainda há expectativa sobre o perfil que a Mobilização Democrática ganhará no Rio Grande do Norte. A TRIBUNA DO NORTE tentou contato com o deputado Antonio Jácome, mas o celular estava fora de área.

Hoje será o congresso extraordinário do PPS e PMN, em Brasília, onde será oficializada a fusão. O Mobilização Democrática adotará o número 33, e anunciará que é oposição ao governo do PT . Juntos, os dois partidos têm 13 deputados (dez do PPS e três do PMN). A ideia é conquistar sete adesões no PSDB, PDT, PSD e PSC, o que aumentaria o tempo de TV do novo partido na campanha eleitoral dos atuais 32 segundos diários para cerca de 50 segundos.

A união entre PPS e PMN era conversada pelos dirigentes nacionais dos dois partidos desde 2006. Foi abreviada agora por causa da possibilidade de aprovação, pela Câmara, de um projeto do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), que proíbe novos partidos de receber dinheiro do fundo partidário e de ter o tempo de TV durante a legislatura em que surgirem.