O êxito da Funpec

Publicação: 2018-10-21 00:00:00 | Comentários: 0
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Diógenes da Cunha Lima
escritor e presidente da ANL

O Rio Grande do Norte tem marco divisor da cultura, educação, vida socioeconômica antes e depois da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Da mesma maneira, a Universidade era uma e é outra depois da Fundação Norte Rio-grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC).

A FUNPEC atinge a maturidade. São 40 anos beneficiando milhares de professores, pesquisadores e o próprio Estado. É filha e parceira da UFRN, é entidade de direito privado com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. É instituição sólida, estabilizada, com sistema próprio de trabalho, técnicos qualificados, gerida por processo de bastante otimização.

Atualmente, é grande a sua participação no desenvolvimento cientifico, tecnológico e cultural, integrando a UFRN à comunidade potiguar. São desenvolvidos cerca de 140 projetos, muitos deles com apoio de outras instituições públicas e privadas, ressaltando-se a FINEP, Petrobrás, Eletrobrás e Shell.

A Câmara Municipal de Natal prestou, por iniciativa do vereador Sueldo Medeiros, expressiva homenagem no aniversário da Fundação. Lá, falaram a reitora magnífica, Ângela Paiva, a secretária de Educação do Município, Justina Iva, e o diretor da FUNPEC, André Maitelli. Falei sobre a memória de sua instalação. Estava eu na reitoria e li, encantado, sobre a aprovação, pelo Conselho Universitário, na administração de Domingos Gomes de Lima, da criação de um instrumento importantíssimo para a cultura e pesquisa universitária.

No período militar, era muito forte a objeção: legalmente, uma Universidade Federal não poderia criar uma entidade fundacional. Raciocinei: Pode não ser legal, mas é legítimo. Consultei colegas professores do curso de Direito que me deram razão. Pedi o apoio do Ministro Eduardo Portela que me disse: você pode ser cassado, mas conte comigo. Visitei o conterrâneo, muito poderoso, o cardeal Dom Eugênio Sales, que me incentivou. Designei, então, o admirável professor e pesquisador Otomar Lopes Cardoso para iniciar as atividades com o chamado “Projeto Rio Grande do Norte”, que se transformaria em processo para que a Universidade fosse propulsora do desenvolvimento estadual.

De lá para cá, quando a UFRN completa 60 anos, a FUNPEC já teve 14 gestores que muito contribuíram para que a instituição tivesse a credibilidade e o reconhecimento nacional e até internacional.

André Maitelli, louvado por seu desempenho, registrou em sua fala que, nos últimos 11 anos, a FUNPEC fez a gestão financeira de mais de mil projetos dos quais participaram cinco mil pesquisadores, movimentando recursos de R$ 1.500.000.000,00 (Um bilhão e quinhentos milhões de reais).

A qualificação dos professores e pesquisadores da UFRN e a dos parceiros selecionados, o entusiasmo gerador de novas pesquisas, são os responsáveis pelo êxito institucional.

Vida longa à FUNPEC!


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