O amor do começo ao fim

Publicação: 2017-09-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

Num fim de relacionamento, nem sempre marido e mulher são os únicos protagonistas. Acontecimento rodeado de dramas – cômicos e trágicos – uma separação compreende muitas vezes o envolvimento de filhos, parentes, advogados, amigos, vizinhos. Esse processo cada vez mais comum nos tempos atuais é esmiuçado pelo olhar literário do escritor Clauder Arcanjo no seu mais novo livro de contos: “Separação”. Publicado pela editora Sarau das Letras, a obra será lançada nesta quinta-feira (14), a partir das 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL).

Clauber Arcanjo se divide entre a escrita e edição de livros
Clauber Arcanjo se divide entre a escrita e edição de livros

Autor de seis livros, além de outros em coautoria ou organizados por ele, Clauder apresenta em “Separação” 18 contos em que o rompimento conjugal puxa as histórias. Os textos são todos da safra recente do autor, escritos entre 2016 e 2017, e alternam entre o cômico e o trágico, mas com leveza. O prefácio do livro é assinado pelo crítico literário paraibano Hildeberto Barbosa Filho e a orelha, pelo potiguar, também crítico, Nelson Patriota.

As separações do livro são iniciadas de diversas formas. Segundo o escritor, elas resultam de pequenos ciúmes, desencontros, mesmices no cotidiano, situações que crescem, envolvem outras pessoas, desdobrando-se num grande desgaste para todos. “Trato os casos com um viés um pouco cômico, abordando as bizarrices da vida, mas num tom às vezes irônico, ou trágico”, comenta Clauber, que se diz muito bem resolvido com seu casamento de 30 anos. “De modo geral, os contos mostram que num relacionamento, cair na rotina é um perigo”.

Nascido em Santana do Acaraú, no Ceará, o autor reside em Mossoró há mais de três décadas. É de lá que ele administra como editor executivo a editora Sarau das Letras, pela qual ajudou a publicar mais de 210 livros.  Na visão de Clauber, a literatura é uma grande ferramenta para se entender o humano. “Fatos aparentemente pequenos do cotidiano, narrados com qualidade literária, podem se tornar universais”, reflete.

“Separação” é o terceiro livro de contos do autor, que em 2007 lançou “Licânia” e, em 2009, publicou “Lápis nas veias”. Apesar da experiência frequente com o gênero conto, Clauder não se sente um escritor essencialmente contista. Ele diz se identificar bastante com a poesia e a crônica, gêneros que já explorou nos livros “Novenário de espinhos” (2011) e “Uma garça no asfalto” (2014), respectivamente.

“Não tenho um formato de texto preferido. Se um livro vai ser de contos, crônicas, aforismos, quem vai dizer é a própria história. É a palavra que pede o formato do texto”, afirma Clauber. Ele está atualmente finalizando outros dois projetos literários: a novela “O Fantasma de Licânia” e a coletânea de resenhas literárias “Carlos Meireles: ofício de bibliófilo” - este com previsão de lançamento para novembro.



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