O Bolsa Eleição

Publicação: 2017-08-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Estaí o Congresso (a nascente é a Câmara dos Deputados) arrumando uma “reforma política” de araque, que teria duas pilastras principais: um distritão e um fundão. O distritão facilitaria a eleição dos candidatos aos postos legislativos. De vereador a senador. O fundão despejaria bilhões de reais na campanha eleitoral, incluindo aí o faustoso trabalho dos marqueteiros à comprinha dos votos do impoluto eleitor brasileiro. Heranças e legados do mensalão e da lava jato. Como substituí-los, agora?

Claro que há vozes e posições discordantes no Congresso. Espera-se que consigam entravar este novo assalto. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já se pronuncio contra tal reforma política que poderá   tirar dos cofres públicos 3 bilhões e 600 milhões de reais que seriam destinados a financiamento das campanhas eleitorais, enchente de grana correndo para os cofres dos partidos, que no Brasil chegam a mais de trinta legendas. Um grande negócio.

Li no Estadão declarações do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. Ás folhas tantas, discorrendo sobre o tal “distritão” ele falou: “O sistema eleitoral brasileiro está falido, sem renovação política”. Para Rodrigo Maia, criticando o que ocorreu na Comissão Especial da Câmara, a reforma política precisa passar por um debate prévio com a sociedade. Como está, “a proposta gera uma sinalização equivocada na sociedade, mostra que a política não quer dar soluções concretas para o futuro, mais para hoje”

Setores do Congresso começam a articular uma frente de oposição a essas reformas do “distritão” e do “fundão” mercenário. Nessa gente se junta políticos da Oposição e também do Governo. Tomara que eles cheguem lá e consigam barrar mais essa sacanagem contra a democracia.

O miolo da picanha

A propósito dessas coisas que sempre estão acontecendo em Brasília, quem conta bem a história é o comentarista político Josias de Souza, do UOL.  É preciso ler o seu artigo de ontem e que o seu conteúdo chegue também às feiras do interior, onde se negocia tudo. Vejamos:

“O Congresso assa em fogo alto o eu os parlamentares chamam de reforma política. Na verdade, trata-se de uma reforma eleitoral. O miolo da picanha é o Bolsa Eleição, um fundo criado para financiar com verba pública as campanhas eleitorais. Coisa de R$ 3,6 bilhões. O gasto é inevitável, pois o Supremo Tribunal Federal boiou em boa hora as doações eleitorais de empresas. Mas há um problema: criado por um Congresso apodrecido, o novo fundo pode servir para sujar verba limpa.

No Brasil, a propaganda eleitoral na TV consome quase 50% da verba de uma campanha. Contratado a peso de ouro, o marketing-espetáculo não realça as qualidades do candidato, esconde seus defeitos. Pior: forja qualidades inexistentes. O eleitor elege uma coisa e recebe outra. Como não pode devolver o produto, tem que aturá-lo por quatro ano, até a próxima eleição.

Na prática, o financiamento público já vigora no Brasil, por meio do horário eleitoral gratuito e de fundo partidário, que custam algo como R$ 1,8 bilhão. Outra parte passa por baixo da mesa. Os políticos retiram dos cofres públicos o grosso do dinheiro gasto na eleição, trocando apoio empresarial por contratos públicos. A Lava Jato escancarou essa prática. Como a pseudoreforma não inclui providências para baratear as campanhas, o Bolsa Eleição pode derramar a verba limpinha do contribuinte no mesmo caldeirão de lama eu inclui o caixa dois”.

Todos em Portugal Deu na coluna de Ancelmo Gois, de O Globo:

- O gerente de uma agência do banco Millennium, um dos mais populares de Portugal, em Lisboa, contou a uma amiga brasileira estar impressionado com o número de brasileiros que estão abrindo conta por lá. Passa de 100 por mês.

Novo imortal
Como se esperava o  poeta e compositor Antonio Cícero, também filósofo, é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito quinta-feira, 10, com 30 votos dos 34 acadêmicos aptos a votarem. Houve dois votos para Claudio Aguiar, presidente do Pen Clube do Brasil, e duas abstenções. Sucederá o acadêmico Eduardo Portella, na cadeira 27.

A sua eleição foi muito bem recebida nos meios literários e musicais do país. Antonio Cícero já esteve várias vezes por estas bandas potiguares participando da Flipipa e do Festival Literário de Natal. Num desses encontros, numa noite inesquecível da velha Ribeira, ele se apresentou num show com a sua irmã, a cantora Marina Lima.

O poeta tem aqui um grande amigo, Dácio Galvão, também poeta. Os dois conversaram ontem pelo telefone.

Na Festa do Bode Muita gente, de várias partes do Estado, pegando os caminhos de Mossoró, onde acontece derna de ontem a Festa do Bode. Logo no amanhecer de hoje tem a primeira ordenha do Torneio Leiteiro. No começo da noite, a abertura do Festival de Gastronomia Caprina e Ovina, e a partir das 19 horas, o Leilão Terra da Liberdade (caprinos, ovinos e bovinos).

Coisa das 20 horas começa o concurso culinário de carnes de bode e de carneiro e de queijos de leite cabra, produtos artesanais.

Em Touros Na cidade Touros festeja-se a reabertura do Cartório Único do município, agora sob o comando do Júlio Nascimento, que herdou o ofício do pai, Carlinhos Nascimento, das figuras mais queridas da aldeia.

Música A Escola de Música da UFRN abriu, quinta-feira, inscrições para vagas de professores bolsistas do Pronatec, que atuarão nos cursos existentes nas cidades de Macaíba e Lajes. O prazo de inscrição termina dia 15.


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