O carro que nunca esqueci

Publicação: 2020-02-16 00:00:00
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José Narcelio Marques Sousa
Engenheiro civil.

Em 1987 foi lançado um comercial da Valisère que marcou uma época. Tratava-se, em resumo, de uma adolescente num vestiário feminino observando que ali, somente ela não vestia sutiã. Ao chegar em casa, emburrada, encontrou sobre a sua cama uma embalagem de presente contendo um sutiã. O olhar de surpresa e de felicidade da jovem, ao observar a peça, é fenomenal. Nesse instante, aparecia na tela a mensagem inesquecível: O primeiro sutiã a gente nunca esquece. Do primeiro carro, também, ninguém nunca esquece.

Principalmente, se esse carro foi um FUSCA. Pois bem, o meu primeiro carro foi, sim, um FUSCA, ano modelo 1961, na cor vinho, de segunda-mão, porém, para o meu conceito, empolgação e gratidão, representava um sedan Volkswagen, 0 km, novinho em folha.

Eu havia passado no vestibular para Engenharia Civil, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, quando ganhei de presente paterno o tal FUSCA. O maior desejo do meu pai, sócio de uma construtora de obras rodoviárias, era graduar um filho em engenharia. Talvez, para materializar o seu próprio sonho de ser engenheiro civil, possibilidade essa inexistente para quem cursara apenas o ginasial.

Depois do primeiro, eu possuí três ou quatro FUSCAS, não lembro ao certo quantos, porém o de cor de vinho, sem qualquer dúvida, foi o mais importante deles. Ele foi o companheiro presente nas necessidades e cúmplice silente nas peripécias de um jovem universitário, em Natal, na década de 1960.

O automóvel sedan chamado FUSCA, no Brasil - apelidado "Carocha", em Portugal -, foi o modelo de veículo recorde de vendas em todo mundo, em todos os tempos, contabilizando, ao longo de 65 anos de produção, um total de 21.529.464 unidades comercializadas. Algo inimaginável na atualidade.

Lembro bem de algumas características técnicas do meu FUSQUINHA: duas portas, 4 cilindros, 4 marchas à frente e uma à ré, motor e tração traseiros, e refrigerado a ar. Era um carro popular, feito para o povo, para a família, comportava quatro pessoas adultas ou um casal e três filhos menores.

Rezava o Manual do Proprietário que o acompanhava, que ele alcançava 100 km/h, porém, o máximo a que cheguei foi a 80 km/h, testando a velocidade do carro na estrada para Pirangi, praia do litoral Sul de Natal. Um recorde para mim.

O bom do FUSCA, entre tantas outras vantagens, consistia na economia de combustível: 13 km/litro.

No meu FUSCA eu acomodava até 5 colegas não gordos e, com certo desconforto, 6 garotas. Isso sacrificando o coitado do carro, que reclamava doexcesso de lotação na tentativa de subir aclives acentuados, como a ladeira da Rádio Poti, na Avenida Deodoro ou a ladeira do Baldo, na Avenida Rio Branco, ambas em Natal.

Naquele FUSCA, eu e alguns colegas de faculdade, fizemos farras homéricas: umas citáveis outras impublicáveis. Nele, fiz pequenas viagens com meus familiares ao interior do Estado; aos recantos onde nasceram nossos pai e mãe, no sertão paraibano; e, até me aventurei a ir, sozinho, à "distante" Recife (PE).

Não sei se aquele CARRO ainda existe ou se trafega por aqui ou alhures. Sei que, durante 4 anos, ele me conduziu, diariamente, sem causar maiores problemas mecânicos. Dentro dele eu vivi inúmeras emoções, ao ponto de poder afiançar, com a maior das convicções, que o meu FUSCA cor de vinho, ano 1961, é  "O carro que nunca esqueci".

Seguro DPVAT: indenizações
Do total de pagamentos de 2019,  67% foi para pessoas que ficaram com algum tipo de sequela permanente: mais de 235.000 indenizações pagas nessa cobertura.

Em 2019, o número de indenizações pagas por acidentes de trânsito no Brasil cresceu 8% em relação ao ano anterior, chegando à marca de 353.232 pagamentos. As informações fazem parte do Relatório Anual 2019 da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT. Quando observados os números por tipo de cobertura, foram 40.721 indenizações por MORTE, 235.456 por INVALIDEZ  PERMANENTE e 77.055 por reembolso de Despesas de Assistência Médica e Suplementares (DAMS).

Do total de pagamentos em 2019, a cobertura de invalidez permanente continua responsável pela maioria das indenizações, representando 67% dos casos e com crescimento de 3% no número de pagamentos em relação ao ano anterior. Na cobertura de Morte, o número de indenizações pagas cresceu 6% na comparação com o mesmo período. A cobertura de DAMS foi a que apresentou o maior crescimento, com 25% mais reembolsos.




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