O Coronavírus e a França

Publicação: 2020-04-05 00:00:00
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O Coronavírus paralisou a economia da França e o governo se prepara para salvar empresas caso seja necessário.

O governo francês não descarta a possibilidade de estatizar as montadoras RENAULT e PSA. A medida é uma saída vislumbrada pelo governo, caso a crise causada pelo Coronavírus se intensifique. Por causa da "pandemia", a população da França está confinada, e a produção permanece paralisada.

Para a agência Reuters, Bruno Le Maire, ministro da Economia da França, teria tido uma conversa com Carlos Tavares e Jean-Dominique Senard, respectivamente presidentes da RENAULT e da PSA. O assunto, segundo o ministério, teria sido "a situação das duas montadoras" diante da crise atual. Por isso, a França deixa as portas abertas às conversações.

Segundo o jornal francês Libération, o temor do governo é que investidores possam se aproveitar da situação e tomar o controle de empresas que são símbolos da França. "Nós vemos isso todos os dias", disse Le Maire. Segundo o jornal, o ministro teria anunciado que o Estado não hesitaria em recorrer a todos os meios disponíveis para ajudá-las, enquanto empresas francesas. Isso incluiria até a estatização. Outros símbolos da França seriam a fabricante de pneus MICHELIN e a empresa aérea AIR FRANCE. O governo francês tem 15% da companhia aérea, e poderia aumentar a participação.

Outras formas de ajuda podem vir em forma de desoneração fiscal para as empresas. O governo teme que a crise provoque demissões em massa. Para isso, a França reservou 45 bilhões de euros (o equivalente a R$ 250 bilhões) para socorrer empresas apenas para os dois primeiros meses. Com a população confinada em casa e o comércio parado, a economia fica paralisada.

Segundo uma fonte do governo, "o ministro disse que eles teriam acesso a todos os instrumentos disponibilizados às empresas nessas situações".

De qualquer modo, Le Maire não teria citado diretamente a RENAULT ou a PSA. As medidas a serem utilizadas vão depender, em parte, da duração da crise provocada pelo Coronavírus e pelo confinamento da população francesa, a exemplo do que está ocorrendo em nosso País.
O governo francês é detentor de aproximadamente 15% da RENAULT e, indiretamente, possui 12% do capital da PSA, através do Bpifrance, banco público de investimento.

FONTE: Jornal do Carro.

Mobilidade Urbana 
Por Luca Cafici

Poucos temas são tão debatidos atualmente em todas as cidades do que a mobilidade urbana. A forma como as pessoas se deslocam pelo território do município impacta no desenvolvimento da região.

O deslocamento das pessoas interfere naquilo que elas mais buscam: qualidade de vida.

Para resolver essa questão, nos últimos anos houve uma tentativa de diversificação dos meios de transporte a partir do avanço tecnológico. O compartilhamento de caronas e o aluguel de bicicletas e patinetes por meio de aplicativos se popularizou com esse movimento, mas contam apenas parte da história. A tecnologia deve fazer parte de todo o processo produtivo e não atender apenas a ponta final do consumidor no momento de deslocamento. Indústrias, como a automotiva, devem adotar novas soluções tecnológicas para permitir que toda a cadeia de desenvolvimento cresça e prospere, refletindo no fim uma melhor rede de transportes nas cidades.

Ainda que novas opções estejam disponíveis na cidade, é o carro que segue como um ator importante na mobilidade, por mais que muitos o considerem vilão no tempo de deslocamento. Assim, a tecnologia deve oferecer todas as condições para que as pessoas possam utilizá-lo da melhor forma possível. Não apenas no desenvolvimento de automóveis elétricos, uma realidade presente em todo o mundo, e autônomos, que estão ainda em fase de testes. As soluções devem facilitar até mesmo a compra e venda de veículos, permitindo que carros seminovos e usados possam ser negociados de forma inteligente, garantindo uma melhor circulação para todos,  tanto para quem vende, porque pode utilizar novos modais, quanto para quem compra, que terá mais uma escolha de transporte à disposição.

A vantagem da tecnologia na indústria automotiva é trazer mais transparência e segurança em todos os processos. Quando uma plataforma faz a intermediação entre vendedores e compradores de carros, a chance do negócio ser mais justo aumenta consideravelmente, garantindo um bom retorno financeiro para o vendedor e a certeza de que o bem está em boas condições de uso para o comprador. Isso aumenta a confiança das pessoas no setor como um todo, garantindo que os veículos sejam utilizados apenas por quem realmente precisa. Não se trata, portanto, de colocar mais um automóvel na rua, mas de permitir que mais pessoas tenham a opção de ir e vir do jeito que acharem melhor.

Quando se fala em mobilidade urbana, é necessário ter em mente que o deslocamento faz parte da história da humanidade. Facilitar isso é garantir que as pessoas tenham mais tempo para fazer as coisas que gostam. Hoje, com a infinidade de dados e o conhecimento adquirido pelos profissionais, é essencial garantir que a tecnologia faça parte desse debate. Com soluções em todas as pontas, fica mais fácil de entregar aquilo que as pessoas querem e precisam em suas vidas.





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