O Desafio da Transposição

Publicação: 2020-02-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Garibaldi Filho
Ex-senador da República

Todas as nossas atenções estão voltadas para a presença, no Ministério do Desenvolvimento Regional, do nosso conterrâneo Rogério Marinho. Isso aconteceu quando da posse, nesse órgão, dos ex-ministros Aluízio Alves e Fernando Bezerra. É a prevalência da “máxima popular” de que santo de casa também faz milagre. E se há um Ministério no qual o titular tem que fazer “milagre”, é no do Desenvolvimento Regional.

Em um Estado inserido na região do semiárido, o nosso conterrâneo vai ter que se debruçar sobre muitos desafios. Mas se ele quiser dar prioridade ao seu Estado, terá que enfrentar a questão dos recursos hídricos.

Nessa área, o Plano de Integração das Águas do São Francisco é a grande alavanca do desenvolvimento de toda a região. Apesar do enfrentamento já realizado contra seus efeitos, a seca não tem poupado o Nordeste. No auge da crise em 2013,  l.343 municípios nordestinos decretaram emergência e mais de 20 milhões de pessoas foram afetadas. Em 2017, o volume armazenado das águas era de 18% da capacidade dos reservatórios.

Não há mais dúvida, porém, que o Programa do São Francisco é a grande solução. Essa obra materializa o enfrentamento do problema, com a transferência das águas, e está em execução. Deveria ter sido concluída há vários anos.

No que toca ao nosso Estado, deveremos ser beneficiados por esse projeto de caráter secular, com a chegada das águas do rio São Francisco, pelo chamado Eixo Norte, com portais de entrada, em dois pontos: um na bacia do Rio Piranhas e outro no Rio Apodi.

A obra, que está com vários anos de atraso, mantido o atual fluxo financeiro tem previsão da chegada no rio Piranhas somente no final de 2021.  O trecho referente à chegada das águas na bacia do rio Apodi não começou e está ainda em fase de projeto sem orçamento garantido.

Isso se constitui um inaceitável prejuízo para o Rio Grande do Norte.

No caso ainda da entrada pelo rio Piranhas, ligando à barragem Engenheiro Ávidos, recém começou. É imperativo, portanto, que o fluxo financeiro seja mantido. Além disso, as obras que possibilitarão a entrada das águas terão que ser implementadas como a conclusão da barragem de Oiticica e a licitação do projeto Seridó

Assim, há muito ainda o que fazer para que essa grande obra, uma das cinquenta maiores do mundo e maior do nosso país de caráter hídrico, seja concluída. É hora de dizer que a despeito do grande desafio, confiamos plenamente na ação do ministro Rogério  Marinho no sentido de torná-la irreversível.

E essa nossa manifestação tem a sua validade pelo fato de termos, no governo do Estado, conferido ao setor hídrico prioridade absoluta, contando com auxiliares do valor de Rômulo Macedo e Paulo Varela.






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