Artigos
O grande desafio
Publicado: 00:00:00 - 25/11/2021 Atualizado: 23:41:31 - 25/11/2021
Garibaldi Filho                                   
Ex-senador

A crise provocada pela Covid-19 e a busca por superar as dificuldades que a pandemia impôs   tiveram uma discussão qualificada por parte dos palestrantes e debatedores da 39ª edição do Seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Logo na abertura do encontro, realizado no Hotel Escola Barreira Roxa, o reitor José Daniel Diniz, sinalizou a importância e seriedade do assunto, ao apontar que as perdas na educação básica impactarão na superior.

Não há como tratar esses níveis de maneira descolada, alertou o reitor. A evasão é um problema que poderá causar consequências desastrosas, se não forem enfrentadas com cuidado, disse José Daniel. 

Palestras, debates e perspectivas também deram tom do seminário, que abordou o “Futuro da Educação da Ciência no pós-pandemia”.

O evento reuniu, em Natal, nomes como Marcos Vinícius, vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes do Ensino Superior (Andifes); Denise Campos, vice-presidente da Acadêmica da Ânima Educação; e o ex-ministro José Henrique Paim, diretor do Desenvolvimento de Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas.

Apesar dos desafios que foram mostrados, e que precisam ser enfrentados por autoridades e educadores, as declarações do reitor indicam que nem tudo é motivo de apreensão, uma vez que algumas instituições cumpriram seu papel na pandemia. Ou pelo menos atuaram para que a sociedade não ficasse desamparada.

Afinal, como ele informou, a Universidade se manteve e se mantém aberta, contribuindo para o enfrentamento das implicações da disseminação da covid-19. Além disso, o ensino de qualidade foi mantido nestas instituições públicas.  

Isso é algo relevante, uma vez que, como o reitor lembrou, o ensino é o vetor para a redução das desigualdades sociais e econômicas e pode contribuir para o desenvolvimento sustentável de qualquer país. 

O vice-presidente da Andifes, nas suas reflexões, propôs a aproximação da Universidade com o setor produtivo, algo que deve ser estimulado, diante do fato de que as empresas brasileiras precisam da ciência e da tecnologia para que possam inovar e, assim, se tornarem mais  competitivas em um mercada cada vez mais global e com exigências de atualização.

 Por sua vez , a vice-presidente da “Ânima” alertou para o modelo de formação nas Universidades no qual apostamos para um aluno de engenharia. Com isso, destacou que é preciso fazer projeções de futuro para que não sejam formados profissionais obsoletos ou sem as bases intelectuais para as cada vez mais maiores demandas por capacidade inovadora.

Segundo Denise Campos, há necessidade de combinar novas tecnologias com pessoas capazes de usar a criatividade para que  produzam conhecimentos. O foco, disse, é na autoria e na formulação. Essas possibilidades são proporcionadas pela ciência e pela pesquisa.

O ex-ministro Paim afirmou que há necessidade de garantir políticas para que os jovens possam acessar as universidades sob pena de termos uma situação muito grave no Brasil, com profissionais que passam pela instrução formal, mas têm entraves para ocupar as posições que surgem nas empresas e instituições.

Por tudo isso, o “Motores do Desenvolvimento” estimulou reflexões oportunas e destacou informações que devem ser levadas em consideração  por aqueles que são responsáveis pela gestão da educação nos municípios, no Estado e no Governo Federal.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte