O nosso rico estado pobre

Publicação: 2019-08-18 00:00:00 | Comentários: 0
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Diógenes da Cunha Lima
Escritor, advogado e presidente da ANL

O nosso Estado é detentor de riquíssimo patrimônio material e imaterial. Somos singulares. Nenhum outro estado brasileiro possui as nossas características e específicas potencialidades. Está na hora de novas atuações dos gestores públicos e privados.

Não estamos tratando de riquezas potenciais, tais como a concentração de matérias-primas para a fabricação do PVC ou de barrilha e da possível multiplicação da indústria de pesca e do ferro. São tantas oportunidades adiadas...

A indústria do turismo é a mais poderosa fonte de crescimento do Rio Grande do Norte. Vejamos.

A geografia nos privilegia. Estamos a seis horas e meia da Europa. Temos uma costa leste e outra norte com 402km de belíssimas praias, com águas deliciosamente mornas. A brisa dos elísios é uma carícia constante.

Em quinhentos anos de história, o Brasil teve seis santos reconhecidos. O Rio Grande do Norte é berço terreno de trinta santos e mais: Cunhaú e Uruaçu, que testemunharam o dramático martírio, são portões de entrada para o turismo religioso universal. Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz, já atrai peregrinação nacional.

O Cajueiro de Pirangi e o Baobá de Natal são monumentos vegetais estimuladores do ecoturismo. São as maiores árvores, em extensão, no mundo. E a segunda é globalizada pelo livro “O Pequeno Príncipe”.

Em que parte do mundo existe uma Fortaleza, em forma de estrela, construída dentro do mar sobre arrecifes e à beira de um rio tão bonito quanto o Potengi? Que cidade tem nome mais portador de boas emoções do que Natal? Criada por ordem de rei, o poderoso Felipe II da Espanha, a cidade ostentou nomes tão expressivos como Natal Los Reys, Santiago, Nova Amesterdã, além de ter sido apelidada a Cidade dos Reis.

A “escritura” de propriedade do Brasil foi passada com o Marco de Touros, chantado por Américo Vespúcio e Gaspar de Lemos em 1501. O primeiro Marco colonial está preservado na Fortaleza dos Reis Magos.

Nísia Floresta Brasileira Augusta pertence à pré-história do feminismo mundial. Foi uma mulher republicana, indigenista, pioneira na educação feminina. É um símbolo da Mulher. Seus restos mortais, que repousam na cidade, hoje, com o seu nome, foram trazidos da França pela Academia Norte-rio-grandense de Letras. A Instituição cultural pretende que em seu lugar esteja um mausoléu, monumento à Mulher, com o nome das companheiras que engrandecem a humanidade.

As singularidades da história são uma constante nossa. O Estado foi república 1817 e instaurou o primeiro governo comunista das Américas em 1935. Somos também pioneiros na navegação aérea. A dirigibilidade dos balões muito deveu a Augusto Severo, primeiro mártir da aeronáutica. Natal foi porta de entrada para a América do Sul da aviação pioneira, vinda da riqueza cultural da Europa, notadamente da França, Itália e Alemanha.

Os empreendedores potiguares são chamados à mudança com base na riqueza da nossa terra e da nossa gente.













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