Quadrantes
O pintor Moura Rabello e sua galeria de retratos
Publicado: 00:00:00 - 28/11/2021 Atualizado: 14:35:39 - 27/11/2021
“Parece que Moura Rabello foi o mais profícuo dos pintores da época”, escreveu Dorian Gray Caldas em Artes Plásticas do Rio Grande do Norte, ainda dizendo: “tendo executado no Palácio do Governo, a pedido do então governador Antônio de Souza – 1922 – uma extensa galeria de vultos históricos, hoje podendo ser vista no Salão de Leitura do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte”.

Cabe anotar os nomes das figuras traçadas por Moura Rabello: Zacarias de Góis e Vasconcelos; José Bonifácio de Andrada e Silva; João Alfredo Correia de Oliveira; Bernardo Pereira de Vasconcelos; Honório Hermeto Carneiro Leão; Padre Diogo Antonio Feijó; Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo; José Clemente Pereira; Quintino de Souza Bocaiuva. 

E mais: João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe; Francisco Manoel Barroso da Silva, Barão do Amazonas; Joaquim José Rodrigues Torres, Visconde de Itaboraí; Irineu Evangelista de Souza, Visconde de Mauá; Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto; Manoel Luís Osório, Marquês do Herval; Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré; Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda; e D. Pedro II, Imperador do Brasil.

É também de autoria de Moura Rabello, no acervo do Instituto, os retratos do desembargador Vicente de Lemos e sua esposa Maria Olindina Bulcão de Lemos, datados respectivamente, 1917 e 1916 – uma doação de Ivoncísio de Medeiros em 2006 –; e dos retratos a óleo de Luís Carlos Lins Wanderley, primeiro norte-rio-grandense formado em medicina, em 1857, e primeiro romancista de Natal, datado de 1931; e do Padre Francisco de Brito Guerra, datado de 1966.

Manoel de Moura Rabello (1895-1979), nasceu e morreu em Natal, e neste interregno viveu 44 anos no Rio de Janeiro. Além de pintor, foi poeta e professor. Participou da I Exposição de Pintura de Natal, em 1933. Sócio do Instituto, como consta no seu necrológio (Revista IHGRN, LXXI – LXXII), cometeu versos e lançou livros de poemas e coletâneas, inclusive deixando um livro inédito.

Também está no seu necrológio que “sentindo-se morrer, transferiu-se para Natal, declarando, ao chegar: vim morrer na minha terra e desejo ser sepultado no túmulo de meus pais e de meus irmãos”. Faleceu a 6 de dezembro de 1979. Cumprindo-se o seu desejo, foi sepultado no túmulo da família no Cemitério do Alecrim.

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