O Rei Centenário

Publicação: 2012-12-13 00:00:00 | Comentários: 3
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Yuno Silva - repórter
Cinthia Lopes - Editora

Um homem de personalidade forte e um coração do tamanho do Brasil, que mudou a geografia cultural do país ao exaltar o Nordeste e ser imortalizado como Rei do Baião. O Velho Lua foi responsável por elevar a autoestima do imigrante nordestino, que seguiu para o ‘sul maravilha’ fugindo da seca; devolveu o orgulho e tornou-se porta voz de todo um povo. Hoje é reverenciado de Norte a Sul, e exatamente neste 13 de dezembro comemora-se 100 anos de seu nascimento na distante Exu (PE) há 650km a Oeste do Recife.

Depois passar mais de 10 anos como instrumentista, Luiz Gonzaga conseguiu contrato para se tornar cantorA trajetória do famoso filho de Seu Januário, aquele mesmo dos oito baixos, fama de durão, se confunde com a história do forró, é referência obrigatória para se conhecer a essência da música nordestina, e sua relação com o Rio Grande do Norte surpreende pela firmeza dos laços criados ao longo das décadas: Gonzaga fez parcerias, interpretou e teve discos produzidos por potiguares.

Para reconstruir algumas dessas ligações, a TRIBUNA DO NORTE convidou a pesquisadora Leide Câmara, autora do Dicionário da Música do Rio Grande do Norte, para compartilhar alguns de seus achados sobre a presença de Luiz Gonzaga em solo papa-jerimum. Leide, o cantor e compositor Paulo Tito, o sanfoneiro Roberto do Acordeon e o cantor Alvymar Farias participaram da gravação de vídeos (publicados na página eletrônica tribunadonorte.com.br) onde revelam um pouco da experiência que tiveram com a música e com o próprio homenageado. Leide Câmara, inclusive, chegou com alguns discos e livros do seu acervo e adiantou que seu livro “Luiz Gonzaga e a Música Potiguar”, já em fase adiantada — lançamento previsto para 2013 — refaz as conexões de Gonzaga com os norte-riograndenses. O vídeo conta ainda com participação de Domiguinhos, hoje o herdeiro maior e único de Luiz Gonzaga.

#saibamais#Tito e Roberto conviveram com Gonzagão, cantaram e contaram causos e curiosidades sobre a intimidade do artista; enquanto Alvymar, que não teve “o prazer de conhecer pessoalmente” o Rei do Baião mas é visto como um dos principais intérpretes do forró gonzagueano da atualidade, comenta a importância da influência do “Mestre” para a música nordestina e brasileira.

O artista plástico, músico e escritor paraense Bené Fontelles, que esteve no Festival Literário da Pipa em novembro, organizou livro e exposição intitulada “O Rei e o Baião” em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. É dele o texto que ilustra trechos dos vídeos produzidos pela TN.
Chapéu de couro era marca registrada do sanfoneiro de Exú
O VIVER conversou com Fontelles quando o artista estava chegando ao Rio de Janeiro onde irá montar a exposição para temporada no Museu Nacional de Belas Artes – estava vindo de Brasília. “Gonzaga é um dos cinco pilares da música brasileira, uma afirmação inquestionável, ao lado de Pixinguinha, Noel Rosa, Tom Jobim e Dorival Caymmi. Criou toda uma escola, inspirou muita gente. Ele reinventou o Nordeste”, avalia Bené. “Ele não trabalhou só pra ele, fez com que o Nordeste ganhasse importância no cenário da cultura brasileira”.

Caju com leite

Controvérsias à parte, Roberto do Acordeon afirma ter realizado o último show de Luiz Gonzaga antes dele falecer em 2 de agosto de 1989, na casa de shows O Sanfoneiro que manteve até o início dos anos 1990. Orgulha-se de ter sido o anfitrião de Luiz Gonzaga no RN a partir dos anos 1980. “Recebi ele muitas vezes lá em casa, foi Gonzaga que inaugurou a casa de show que tinha em 1986, viajamos muito fazendo shows em circo ‘tomara que não chova’, feiras e quermesses. Eu e Dominguinhos somos cria dele, essa turma nova ainda mijava nas fraldas quando começamos”.

Em Natal a dupla fazia shows promocionais para a Casa Régio (loja de eletrodomésticos). “Lembro que nos apresentamos ali na Praça Gentil Ferreira no Alecrim, de 1975 pra 76, era bom demais! Gonzaga dizia ‘se eu reger, a Casa Rééégio’”, lembrou imitando o parceiro, que gostava de tomar caju com leite em dia de show. “Seu Luiz era simples, mas também era queixudo. Quando alguém falava alguma coisa que ele não gostava, respondia na hora. Era uma pessoa muito bacana, tinha um coração do tamanho do mundo, fez muito show de graça pra ajudar os outros, mas quando pisavam no calo dava logo um fora”.

O primeiro contato entre Roberto do Acordeon e Luiz Gonzaga foi no final da década de 1950, quando Roberto ainda criança e se apresentava na Rádio Jornal do Commercio no Recife. “Ele ajudava muito os companheiros, me indicava para fazer show os lugares. Dizia que eu era organizado, que ia longe por não ser cachaceiro e tinha família. Dizia que sanfoneiro fazia milagre, que éramos santos: ‘não tem Santo Antônio? São Paulo? São Pedro? Então, tem o sãofoneiro’, e dava aquela risada. Ê saudade!”.

Zabumba e aeroporto

Paulo Tito conheceu Luiz Gonzaga “pra valer” em 1954, quando trabalhava na Rádio Jornal do Commercio no Recife. “O zabumbeiro dele ficou doente e me prontifiquei a tocar durante um programa”, recorda. Quando soube que Paulo também cantava, convidou o potiguar para ir morar no Rio de Janeiro. “Era o sonho de todo mundo ir tocar na Rádio Nacional, mas disse que não tinha dinheiro. Dias depois recebi um telegrama e a passagem. Nem acreditei!”.

Tito desembarcou no Rio há exatos 58 anos: “Cheguei no dia 13 de dezembro de 54 e quem foi me buscar no aeroporto foi a mulher dele, Helena Gonzaga. Morei mais de dois meses na casa deles antes de lugar um quartinho pra mim”, lembra o potiguar, que morou por 26 anos na capital fluminense – gravou discos solo, foi gravado por nomes como Cauby Peixoto e Elis Regina, atuou como produtor musical e como violonista da cantora Maysa. “Ele (Gonzaga) era fechadão, muito sério, polido e educado, mas tinha um coração muito grande. Ajudava todo mundo, distribuía sanfona nas cidades pequenas por onde passava e sempre tinha um causo engraçado pra contar. Brincava muito de imitá-lo”, diverte-se já empostando a voz. Tito disse que não dava para trabalhar com Luiz Gonzaga: “ele viajava demais: amanhecia no Rio, tomava café no Recife e almoçava no Ceará, o homem não parava no lugar”.

Leide Câmara mostra conexões potiguares

Um apanhado detalhado contendo todas as conexões entre Luiz Gonzaga e o RN está sendo organizado pela pesquisadora Leide Câmara. Durante a gravação dos vídeos produzidos pela TN em homenagem ao centenário do Rei do Baião, ela adiantou que está trabalhando em frentes diferentes, como as parcerias que Gonzagão fez com potiguares, as músicas de compositores daqui que ele gravou e quais artistas gravaram. Também terá um capítulo falando sobre as biografias, cruzando informações e revelando série de controvérsias. “Irei estabelecer uma ordem cronológica, e construindo toda uma rede de relações”, disse a pesquisadora.

Após período de consagração pelo país, Luiz Gonzaga retornou para PernambucoLeide cita como exemplo a gravação da versão instrumental de ‘Queixumes’ (de Henrique Brito) em 1945, a primeira de um autor potiguar interpretada por Gonzaga, e a primeira de Gonzaga interpretada por um artista potiguar em 1951, quando Ademilde Fonseca grava “Galo Garnizé”. Ela acredite que por mais que se pesquise, sempre terá um novo viés sobre a vida e a obra de Luiz Gonzaga.

“O pesquisador José Batista Alves, de Pernambuco, está preparando para 2013 uma biografia (e discografia) completa sobre Gonzaga, que faz todas as comparações e um levantamento minucioso de tudo o que já foi publicado sobre o assunto”, informou Leide Câmara, ressaltando que o primeiro livro sobre Gonzaga foi feita em 1952 pelo potiguar Zé Praxedi, de Angicos.

Academia do Cordel lança livro em homenagem à poesia de  Gonzaga

O livro “Luiz Gonzaga em Cordel”, escrito por 14 cordelistas pertencentes à Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel, será lançado hoje, às 19h, na livraria Nobel da Salgado Filho. Tem homenagem com vista para o mar. Nesta quinta-feira, a partir das 18h, o espaço rústico do restaurante Ultimas Nuvens Azuis, na alameda principal de Cotovelo, promove um grande forró pé-de-serra em seu ‘palhoção’, com muita sanfona, comandado por Dinho da Sanfona. Uma típica e legítima festa nordestina.O restaurante está fica localizado na praia de Cotovelo, no sentido de volta para Natal. Maiores informações pelos fones 9491-8427.

Luiz Gonzaga é celebrado em Natal em shows e eventos

Luiz Gonzaga será celebrado em música e literatura na semana de seu aniversário de nascimento. Nesta sexta e sábado, às 21h, o IFRN Cidade Alta recebe o espetáculo “Viola Sertaneja em Concerto”, que reunirá três atrações que darão destaque à musicalidade da viola sertaneja. Participam do concerto os grupos O Galho da Roseira (PE), Quarteto Minotauro (RN) e a Orquestra do Rito Nordestino. Os dois primeiros quadros do espetáculo são de composições autorais de viola, e exploram a estética regional e armorial nordestina em interlocução com outros instrumentos, como o violoncelo, a rabeca e a percussão.

O terceiro quadro do show homenageia o músico Luiz Gonzaga em seu centenário, através de arranjos orquestrados de músicas do sanfoneiro Lua, com a participação de alunos do IFRN e UFRN, unindo várias linguagens entre canto lírico, dança, dramatização e música instrumental, inaugurando a “Orquestra do Rito Nordestino”.

Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia) e estão sendo vendidos na Budega do Sertão,  Av. Afonso Pena, 665, Petrópolis. Tel.: 8717-1769.

O grupo “O galho da Roseira” – Recife-PE, é formado por violeiros egressos do Conservatório Pernambucano, cujo ensino de viola é ministrado por Adelmo Arcoverde, pioneiro no ensino da viola nordestina e conhecedor profundo dos temas e ritmos nordestinos de viola, tal como o mote, o quadrão, o repente, o gabinete. O Quarteto Minotauro é formado por alunos da EMUFRN e tem como proposta a vivência lúdica da música regional, buscando sua espontaneidade, inspirada no legado dos grandes mestres da arte e cultura popular. A Orquestra Rito Nordestino funcionará como Orquestra-escola de musicalização e produção cultural, reunindo a contribuições várias, como sonorização, iluminação, montagem de cena, figurino, etc.


O músico Alexandre Moreira,  “chorão” e mestre do violão e do cavaquinho, criador da Confraria do Choro de Natal (Solar Bela Vista), montou um espetáculo musical para homenagear dois ícones sertanejos em um só palco: Luiz Gonzaga e o Monsenhor Expedito Medeiros, o “Profeta das Águas”. Será apresentado nesta quinta-feira, logo após a missa na matriz de São Paulo do Potengi. Além dos músicos da Confraria, Alexandre juntou também alguns talentos locais, como o sanfoneiro Muriçoca. O show será repetido no domingo, 15, na Feira de São Paulo, a partir das 8 horas.

O Rei do Baião recebe homenagem das alunas de dança do Sesc nesta sexta-feira, às 19h. Os sucessos de Luiz Gonzaga ganham vida no espetáculo de dança “O Luiz do mundo inteiro”, que será apresentado amanhã no Sesc Zona Norte (conjunto Santa Catarina). As coreografias retratam a obra musical de Gonzagão e marcam o encerramento das atividades anuais do balé do Sesc.  Cerca de 350 alunos de dança das unidades do Sesc Zona Norte, Macaíba e centro participam do espetáculo. Um dos destaques será o pequeno Luiz Gonzaga, que será interpretado pelo aluno Yuri Marques, de 04 anos. As outras fases de Gonzagão serão representadas por Victor Ferreira (criança) e Carlos Henrique Sobral (adulto).

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Comentários

  • cmgtpoeta

    Excelente!!!... como Paraíbano de Campina Grande eu Junto-me a esta homenágem, inclusive postei na minha pagina do site www.recantodasletras.com.br e no site velhos amigos, este meu poema em homenágem ao maior de todos. ?TRIBUTO A LUIZ GONZAGA? ?Pelo Centenário do Nosso Rei do Baião? Poeta Cypriano Maribondo ? Em 25 de outubro de 2012 cmgtpoeta@yahoo.com.br - maribondocmgt@hotmail.com . Sendo um poeta nordestino, nascido na Paraíba. Hoje resido em Natal, à bela Capital Potiguar. Ao Gonzagão, em poesia, presto meu Tributo. Suas trezentas e treze músicas vão relacionar Vou começar narrando parte da bela biografia. Para que seja conhecida pelo jovem brasileiro, Falar da importância da sua obra para o Brasil. Valorizar a grandeza do nosso eterno sanfoneiro. A data treze de dezembro foi o abençoado dia. Mil novecentos e doze, foi o ano que ele nasceu. Menino ?CABRA DA PESTE? com muita alegria. A cidade de Exu, lá no Pernambuco, o recebeu. Tornou-se compositor, cantor, bom sanfoneiro. Do Nordeste recebeu o título de ?REI DO BAIÃO?. Nossa região, ele cantou, para o BRASIL inteiro. O eterno: ?LUIZ GONZAGA, nosso GONZAGÃO?. As Suas musicas, ainda hoje, o brasileiro, canta. A música ?ASA BRANCA? virou hino nordestino. Com sua região nordeste, dentro do seu coração. Cantar Baião Xote e Xaxado, foi o seu destino. Com músicas de ?A? a ?Z? ele viveu encantando. Mostrando como ninguém a nossa linda região. O Brasil Inteiro viajou, cantando na sua música. A vida dura do nordestino, com muita emoção. O alfabeto dos títulos vou misturar para poder. Uma boa rima com métrica, eu consiga achar. Misturando a ordem alfabética, talvez consiga. Os títulos das suas gravações, aqui relacionar. ABC do Sertão, A Puxada, Eu Vou Cartando. A Carta; A Cheia de 24: A Canção do Carteiro. Alvorada Nordestina; A Morte do Meu Avô. A Dança do Nicodemos; A Morte do Vaqueiro. Alvorada da Paz, Orelia, Aquarela Nordestina. Alegria de Pé de Serra; A Noite de São João. Adeus Iracema; Ana Rosa; A Festa do Milho. A Nova Jerusalém; A Letra I: Alma do Sertão. A Peleja do Gonzagão X Téo Azevedo; Indiferente. Apologia ao Jumento; (O Jumento é Nosso Irmão). Acauã: Padre Sertanejo; Adeus Rio de Janeiro. Xote Ecológico; Aroeira; Aquilo Sim Que Vidão. Penerô Xerem; Xengo; A Mulher do Sanfoneiro. Amor de Minha Vida; Viva Meu Padim; Algodão. Mazurca; As Noites de São João de Antigamente. Amigo Velho; Vida Ruim; Baião de São Sebastião. Suas músicas, com títulos nordestinos, vou mostrar. Ave Maria Sertaneja, Zé Budega; Vovó do Baião. Baião dos Namorados; Juca; Bicho Eu Vou Voltar; Bandeira Dois; Balanço do Calango; Relógio Baião. Dezessete e Setecentos; Forro de Pedro Chaves. Baião Agrário; Balaio do Veremundo; Bom pra Eu; Espere Por Mim; Estrela de Ouro; Gato Angorá. Bom? Pra Uns; Bié Bié Brasil; Boiadeiro; Balança Eu. No Piancó; Lembrança da Primavera; O Torrado. Canto do Sabiá; Cantiga de Vem-Vem; Pensa N?eu. O Torrado da Lili; O Urubu é Um Triste; O Milagre. Maria Cangaceira; Canto do Povo; Quer Ir Mais Eu? O Adeus a Asa Branca (Tributo a Humberto Teixeira) Casa de Caboclo; Lula Meu Filho; Cabra da Peste. O Papa e o Jegue (Otacílio Batista e Luiz Gonzaga). Capitão jagunço; Capim Novo; Capital do Agreste. São tantos os títulos, que já to ficando aperreado. Cana só de Pernambuco; Cavalo Crioulo; Canaã. A Vida do Viajante; Cartão de Natal; Cirandeiro. Cantarino; Chá Cutuba; Cabocleando; Cananã. Xote das Moças; Plano Piloto; Coração Molim. Moça de Feira; Chamego; Corrida do Mourão. Maria Baiana; Vozes da Seca; Regresso do Rei. Cajueiro Velho; Calango da Lacraia; Cidadão. A ordem alfabética dos seus títulos eu misturei. Assim ficou mais fácil uma boa rima, encontrar. Procurei uma boa métrica, mas eu não encontrei. Para os títulos das musicas do Gonzagão mostrar. Danado de Bom; Que Nem Jiló; Dia de São João. Marcha da Petrobras; Café; Diz que Vai Virar. Inda tem muitos títulos pra eu mostrar pra tu. Macapá; Lascando o Cano; Deixa a Tanga Voar. Desse Jeito Sim; Da Licença Pra Mais Um; Erosão. .Dezessete Légua e Meia; De Olho no Candeeiro. Gonzagão cantou seu nordeste, com sua emoção. Vestido com Gibão de Couro, o traje do vaqueiro. As obras do Rei do Baião eu continuo mostrando. Certo que o leitor, mesmo cansado, vai conhecer. Festa no Céu: Forro de Cabo a Rabo; Fole Danado. Engenho Massangana; Coco-Xeem; É Sem Querer. Estrada de Canindé; Faz Força Zé; Engabelando. Eu me enrabicho; Eu e Minha Branca; Erva Rasteira. Eu Vou Pra Crato; Eu e Meu Fole; Firim Firim Firim. Festa de Santo Antônio; Festa; Forro da Miadeira. Zé Matuto; Forro no interior (Forum Forum Firim). Farinhada; Forro do Zé Buchudo; Forro do Zé Antão. Vamos Ajuntar os Troços; Quero Ver Correr Moleque. Mane e Zabe; Fogo Sem Fuzil; Fogueira de São João. From United States of Piaui; Maceio; Forro Fungado; Cantando o Nordeste, mostrou ao Brasil, o seu. Amor O Baião Vai; Nem Se Despediu de Mim; Pisa no Pilão. Garota Todeschini; Juazeiro; Garimpeiro Sonhador. Gibão de Couro; Frescobol; Vitória de Santo Antão. Homenagem a Zé Dantas; Lenha Verde; Lorota Boa. Imbalança; Já Vou Mãe: Juvina; Januario Vai Tocar. Jesus Sertanejo; Karolina com K; Sua sanfona ecoa. Já Era Tempo; Jardim da Saudade; O País vai cantar. Depois da Derradeira; A Ligeira; Corridinho Canindé. Aproveita Xará, A Triste Partida; Açucena Cheirosa. Quero Uma Mulher; Amei a Toa; Dança do Capilé. A Sorte é Cega; A Rede Veia; ô forro danado de bom. Sanfoninha Choradeira; Ai Amor; Aboio Apaixonado. Boca de Caieira; Mamulengo; Caboclo Nordestino. Contraste de Várzea Alegre; Casamento Improvisado. Começaria Tudo Outra Vez; Cantei; Baião Granfino. A Feira de Caruaru; Bamboleando; Aproveite Gente. Vou Mudar de Couro; Seridó; Conversa de Barbeiro. São João do Carneirinho; Sangrando; Chico Valente. Retrato de um Forró; Se Não Fosse Esse Meu Fole. Sertão Sofredor; Sete Faces; A Volta da Asa Branca. Roendo Unha; Tenho Onde morar; Sanfona Sentida. Rosa e Mearim; Saudade Dói; Rodovia Asa Branca. A Dança Da Moda; Acácia Amarela; Assun Preto. Acordo As Quatro; Flor de Lírio; Beata Mocinha. Apelo ao soberano; Recado do Velho; Tambaú. Adeus a Januario; Forro das Crianças; Rosinha. Forro do Ouricurí; Feira de Gado; De Fiá Paví; Arcoverde Meu; Raparam Tudo; Asas da Ilusão. Toca Uma Polquinha; Queimando Lenha; Paraíba. Balança a Rede; Penas do Tié; Pedido a São João. Baldrama Macia; Bandinha de Fé; Daquele Jeito. Boca de Forno; Braia Dengosa; Sertanejo do Norte. Cabeça Inchada; Carapeba; Documento de Matuto. Cigarro de Palha; Cocota; Coronel Pedro do Norte. Chuculatera; Do Lado Que Relampeia; O Caçador. Só Xote; Forró de Mané Vito; Sanfoneiro Zé Tatu. Cortando o Pano; Dona Vera Tricotando; Toca Pai. Creuza Morena; Forró de Zé do Baile; Ta Qui Pá Tu. Dança Mariquinha; De Teresina A São Luis; Tacacá. Fole Gemedor; Fogo do Paraná; De Juazeiro a Crato. Feijão Com Côve; Eu Sou do Banco; Lá Vai Pitomba. Dengo Maior; Sequei os Olhos; Comício do Mato. Festa Napolitana; Fica Mal Com Deus; o Andarilho. No Meu Pé de Serra; O Mangangá; Amanhã eu Vou. Morena Cor de Canela; Morena Bela; Não Bate Nele. Mulher de Hoje; O Maior Tocador; São João Cegou. Forro de Zé Tatu; Forro do Bom; Forro no Escuro. Cintura Fina; Bodocongó; Pra Onde Tu Vai Baião? Essa música, Pra Não Dizer que Não Falei de Flores. Do Geraldo Vandré, fez sucesso na voz do Gonzagão. Marimbondo; Matuto de Opinião; Na Emenda. Amor Que Não Chora; Lendas de São João; Xêem. Minha Fulô; Meu Araripe; Oia Eu Aqui de Novo. Liforme Instravagante; O Fole Roncou; Aí Tem. O Mote (Maquinista e Sacristão); Me Abufelo. Cacimba Nova; Boi Bumba; Caminhos do Coração. Obrigado João Paulo; Nessa Estrada da Vida. Manuelito Cidadão; Chapéu de Couro e Gratidão. Não É Só a Paraíba Que Tem Zé; Oito e Dois Dez. O Casamento da Rosa; O Veio Macho; O Festão. O Passo da Rancheira; O Resto a Gente Ajeita. O Xote das Meninas; Rei Bantu; Luar do Sertão. Mariá; Matuto Aperreado; Malhada dos Bois. O Xamego da Guiomar; No Canto do Salão. Pra Não Morrer de Tristeza; Pagode Russo. Quase Maluco; No Ceará Não Tem disso Não; Passo do Pinguim; Passo Fome Mas Não Deixo. Que Modelos São os Seus? Moreninha Tentação. Uma Pra Mim Outra Pra Tú; Respeita Januario. Rainha do Mundo; Procissão; Moela e Coração. Lampião- Era besta Não; Vou Te Matar de Cheiro. Tropeiros da Borborema; O Bom Improvisador. No Dia Em Que Eu Vim Embora; Vou pra Roça Nos Cafundó de Bodocongo; Propriá; O Cantador. Outro Amanhã Será; Os olhinhos do Menino. Pobre do Sanfoneiro; Razão do Meu Querer. Onde o Nordeste Garoa; Onde Tu Ta Neném. Quero Chá; Pobreza Por Pobreza; Quero Ver. Baião da Penha, Canto Sem Protesto; Balaio. Adeus Pernambuco; A Mulher do Meu Patrão. Madrugadinha; Baião da Garoa; Choromingô. Cidadão de Caruaru; Eterno Cantador; Baião. Casamento Atrapaiado; Crepúsculo Sertanejo. Facilita; Fogo Pogo; Faça Isso Não; Frei Damião. Derramaro o Gái; Dedo Mindinho; Dia Dos Pais. Bença Mãe; Chofer de Praça; Doutor do Baião. Cego Aderaldo; Cidadão Sertanejo; Marabaixo. Forro de Caruaru; Forro Número 1; Forronerão. Forro Gostoso; Frutos da Terra; Fulo da Maravilha. Galo Garnizé; Guerreiro Menino; Madame Baião. Louvação a João XXXIII; Moreninha Moreninha. O Tocador Quer Beber; Motivação Nordestina. Nunca Mais Ví Esperança; Nordeste Pra Frente. Olha a Pisada; Pai Nosso; O Cheiro da Carolina, Hora do Adeus; Ladrão de Bode; Linda Brejera. Meu Chevrolet; Na Cabana do Rei; Légua Tirana. Ovo de Codorna; Pedaço de Alagoas; Paraxaxá. O Delegado no Coco; Vaqueiro Veio; Mariana. Lampião Falou; Madureceu o Milho: Pão Duro. Menestrel do Sol; São João Antigo; Mané Gambá. Menino de Bacanã; Nega Zefa; Noites Brasileiras. Não Vendo Nem Troco; Vaca Estrela E Boi Fubá; Moda da mula Preta; Quadrilha Chorona; Xaxado. Numa Sala Sem Reboco, Vê se Ligas Pra Mim; Piauí. Vassouras; Vida de Viajante: Vem Morena; Xamêgo. Valha Deus Senhor São Bento; Vamos Xaxear; Piriri. Xote Machucador; Sorriso Cativante; Xandusinha. Buraco de Tatu; Meu dedo Mindinho; Lulu Vaqueiro. Meu Padim; Meu Pajeú; Não Foi Surpresa: Perpetua. Nordeste Sangrento; Pau de Sebo; Vida de Vaqueiro. Pássaro Carão; Xote dos Cabeludos; Tie Tie Arraiá. Petrolina Juazeiro; Rio Brigida; Último Pau de Arará. Pronde Tu Vai Lui; Paulo Afonso; Queixas do Norte. Serena do Mar; Ranchinho de Palha; Pau de Arara. Pra Que Mais Mulher; Pesqueira Centenária; Sabiá. Olha Pro Céu; Umbuzeiro da Saudade; Quarque Dia. Os Barcamarteiros; Ou Casa ou Morre; Serrote Agudo. Ouvindo essas músicas do LUIZ, a saudade vira alegria. Padroeira do Brasil; Baião de Dois; Pra Frente Goiás. Tá Bom de Mais; Testamento de Caboclo, Xô Pavão. Vô Casa Já; Velho Novo Exu; Terra, Vida e Esperança. São João no Arraia. Onde o nordeste canta Gonzogão. Ovo Azul; O Coreto Da Pracinha; Siri Jogando Bola; Mangaratiba; O Homem da Terra; Portador do Amor; Januario; Viva o Arigó; Toque de Rancho; Quero Ver. Obrigado Seu Vigário; Viva o Rei; Na Lagoa do Amor; Prece Pro Exu Novo; Viola de Penedo; Xote do Veio. Samarica Parteira; Tesouro e Meio; Velho Pescador; Saudades de Helena; Salmo dos Aflitos; To Sobranco. Tamborete de Forró; Para ?GONZAGÃO? o nosso amor. Sertão de Aço; São Francisco de Canindé; Sou do Banco. Todo Homem Quer; Tristeza do Jeca; Projeto Aza Branca. Tu Que Mingabela; Romance Matuto; Sequei os Olhos. Saudades do Velho; A sua saudade guardo na lembrança. Padre Sertanejo; Sanfona do Povo; Suplica Cearense. São João da Roça; Riacho do Navio; Treze de dezembro; Sanfoneiro Macho; São João Na Capitá; Tic Tac, Tic Tac. Saudade da Boa Terra; Assim, do GONZAGÃO, eu lembro. Espero neste poema ter atingido meu objetivo principal. Que foi lembrar a bela obra do nosso eterno Gonzagão. Aqui fica a minha homenagem, gravada na minha saudade. Para LUIZ GONZAGA, o sanfoneiro, o nosso Rei do Baião, Não posso afirmar que citei todos os títulos das músicas. Compostas ou apenas gravadas pelo nosso Rei do Baião. Aqui estão aquelas que encontrei nas minhas pesquisas. Muitas delas, quando escuto, mexem na minha emoção. Peço desculpas aos POETAS, por ter fugido da métrica. Pois se obedecesse fielmente não conseguiria mostrar. O mais importante é poder falar da obra do Gonzagão. Que no berço, a criança nordestina, aprende a amar. Esta poesia é minha homenagear ao maior de todos. Os poetas NORDESTINOS, que até hoje eu ouvi cantar. Levou nossa cultura, para o BRASIL, abrindo as portas. Do ?SUL e SUDESTE?, para nossa cultura ele mostrar. NOTA DO AUTOR. ?E Tudo Começou com Ele.? ?LUIZ GONZAGA O Rei do Baião.?

  • franciyna

    Sou neta de Cornélio Campina e gostaria que a pesquisadora Leide soubesse que Luiz Gonzaga esteve no Arraiá do Araruna na Rua Lucas Bicalho, nº. 57, não lembro o ano, mas acho que foi no início dos anos sessenta. Ele estava de terno azul (mais prá piscina) e tocou bastante. Ele gostava muito do meu avô, aceitou seu convite e tocou de graça! Sei que ele demorou muito para chegar.

  • nestor.souza1

    Esse sim! Merece ser homenageado sempre, pois além de ter sido um grande artista e compositor foi um representante nato do povo nordestino. Parabéns para o Rei do Baião Luiz Gonzaga.