O restaurante que virou bombom

Publicação: 2019-08-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Você já deve ter saboreado um bombom Moké por aí. Ele está na área há 15 anos, figurando em lojas de doces, conveniências e restaurantes, cativando os paladares de quem curte uma guloseima pós-almoço, de preferência com aquele sabor honesto e artesanal. O Moké é tão comum na paisagem gastronômica natalense, que muita gente não imagina a história por trás dele. Preste atenção enquanto desenrola o próximo bombom.

Moké dispõe de 12 sabores de chocolate em formato trufa, com recheios de cupuaçu, o mais tradicional, ao de brigadeiro, castanha, morango, coco e doce de leite
Moké dispõe de 12 sabores de chocolate em formato trufa, com recheios de cupuaçu, o mais tradicional, ao de brigadeiro, castanha, morango, coco e doce de leite

Tudo começou num restaurante chamado – adivinha – Moké, em Morro Branco, empreitada do casal Mauro Costa e Vilma. Por sugestão de uma funcionária com experiência na área de doces, eles passaram a produzir trufas próprias para vender no local. A guloseima com recheio de cupuaçu caiu rapidamente no gosto da clientela, e inspirou os comerciantes a levá-la para além do restaurante. Bom, o restaurante durou dois anos, mas o bombom ficou.

Mauro conta que começou a oferecer suas trufas em outros lugares, e viu como outras iniciativas do gênero eram desorganizadas e não tinham o mesmo padrão de qualidade da sua. “O nosso jeito de trabalhar, correto e com boa matéria-prima virou nosso diferencial, vimos que tinha um mercado promissor pra nós”, afirma. O Moké – palavra que em tupi guarani significa algo como “cozinhar fora da oca” – estava pronto para passar de sobremesa a prato principal no negócio de Mauro e Vilma.

Empresa produz 15 mil bombons ao mês e podem ser encontrados em lojas, delicatessense restaurantes da cidade
Empresa produz 15 mil bombons ao mês e podem ser encontrados em lojas, delicatessense restaurantes da cidade

A Moké conta atualmente com 12 sabores de bombons. O carro-chefe ainda é o de cupuaçu – cuja geleia é produção própria -, ao lado dos sabores de brigadeiro, maracujá, morango, limão, doce de leite, coco, beijinho, castanha de caju, ganache ao rum, café, e amendoim. Vilma faz questão de ressaltar que não usa chocolate hidrogenado; gordura, só a de cacau. “A gordura hidrogenada, além do sabor ruim, faz mal”, enfatiza.

A produção, que no início era 100% artesanal, hoje conta com o auxílio de dois equipamentos especializados – mas alguns detalhes continuam sendo feitos a mão. A pequena empresa produz atualmente 15 mil bombons por mês. Já chegou a produzir 30 mil, mas o mercado e suas oscilações têm efeitos. “A produção varia de acordo com a demanda dos pontos de venda”, ressalta Mauro.

Vilma e Mauro Costa começaram a vender trufas no seu restaurante. O doce agradou tanto que  passou de sobremesa a item principal no negócio do casal
Vilma e Mauro Costa começaram a vender trufas no seu restaurante. O doce agradou tanto que passou de sobremesa a item principal no negócio do casal

O foco da Moké são os pontos de venda. São vários, e entre os mais conhecidos estão a Docelândia. A empresa já chegou a fornecer para outros municípios do RN e até para fora do estado, mas voltou a atuar só na capital. Mas nem por isso deixa de ter novos planos. Segundo Mauro, o próximo passo será investir na fabricação do próprio chocolate. “Já estamos trabalhando nisso, mas observando o comportamento do mercado até o fim do ano. É um passo ambicioso”, diz. Uma linha de chocolates diet também está nos planos.

Serviço:
Moké Chocolates. Informações e encomendas no Instagram (@bombommoke) ou  98721-8210 e 98726-8210 (Whatsapp)












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