Viver
O sertão vivo e vibrante de João Maria Alves
Publicado: 00:00:00 - 03/04/2019 Atualizado: 21:06:18 - 02/04/2019
O olhar atento do fotógrafo João Maria Alves dá uma desacelerada da rotina jornalística para ceder espaço à contemplação. Em “Vivo Sertão”, exposição que entra em cartaz nessa próxima sexta-feira (5) na Galeria Margem, João faz sua leitura do tema sem os clichês do chão estorricado, da carcaça de animal, ou qualquer motivo que fuja da beleza que também transborda do sertão. A galeria que recebe a coleção de cliques fica na Rua Amaro Mesquita, 46, no bairro de Lagoa Nova, com abertura marcada para às 19h.

João Maria Alves
João Maria transforma a paisagem árida em acontecimento

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“Não é fácil transformar paisagem em flagrante. Para fazer isso é preciso ser aliado do tempo, saber dos tais instantes e momentos fotográficos. João soube fazer isso muito bem, trazendo à tona a essência da paisagem; ele transformou a paisagem em fato e o que está parado em acontecimento. Trabalhou com a luz e captou o silêncio poderoso das sombras. Nada mais jornalístico que isso”, escreveu o experiente jornalista Emanoel Barreto, que foi colega de redação de João Maria.

“Vivo Sertão” apresenta o fotógrafo na fase da maturidade pessoal e profissional, seja pelos enquadramentos, expressividade das cores, textura e oportunidade do disparo, ou pelo fato de que nos traz o sertão em forma de beleza. “Um sertão reluzente de alguma ternura, mas sem perder a dureza jamais”, completou Barreto, para quem a “pressão do jornalismo diário forjou no olhar” do repórter-fotográfico a percepção do momento preciso, do instante exato para disparo da máquina que transforma em imagem a cena de vida.

“Suas fotos são documentos. Dados e passados no cartório do tempo”, ressaltou Emanoel Barreto, que escreveu o texto de apresentação da exposição de João Maria Alves. Para ele, o olhar através das lentes “consegue dar à paisagem, e à presença humana subjacente, pujança e força. Somos atraídos para as fotos como se estivéssemos atravessando um portal, descobrindo um grande sertão agreste e belo”.

Cícero Grino transpõe o mundo naif
A galeria de arte do Núcleo de Arte e Cultura NAC/UFRN, abriga desde ontem (2) a exposição “O fantástico mundo de Cícero Grino”. O público poderá conferir o trabalho do desenhista e pintor autodidata, Cícero dos Santos Filho, de segunda à sexta das 9h às 17h, até o próximo dia 12. A galeria do NAC fica no Centro de Convivência do Campus Central da Universidade Federal. As obras de Cícero transpõem a fronteira do Naïf, e passam longe do lugar comum: sugerem um surrealismo primitivo que evoca um mundo mítico, no qual a flora e a fauna se mesclam para criar híbridos de objetos com seres inimagináveis – ora em forma de pássaros espaciais, ora como dinossauros monstros, peixas alados, insetos dragões e naves cósmicas. Figuras que surgem de forma rápida e espontânea, como impulsos involuntários da criatividade. Entretanto, o artista não está interessado em instigar o observador a identificar formas, e sim que reconheça através do imaginário do artista a capacidade de tais seres serem transportados do plano onírico para tornarem-se reais.

Serviço
Abertura da exposição fotográfica “Vivo Sertão”, de João Maria Alves. Sexta-feira (5), às 19h, na Galeria Margem – Rua Amaro Mesquita, 46, no bairro de Lagoa Nova.

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