Obra de mobilidade se arrasta há 12 anos

Publicação: 2017-10-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Mariana Ceci
Repórter

Doze anos após a criação do projeto Pró-Transporte, que previa uma série de obras de mobilidade na zona Norte, ele permanece parado e sem data de conclusão. Em 2005, o projeto foi elaborado pela Prefeitura do Natal e previa a duplicação de vias, construção de viadutos, passarelas e ciclofaixas em algumas das principais vias da maior e mais populosa zona da cidade. Originalmente orçada em R$ 72,8 milhões, hoje o valor estimado da obra está na casa dos R$ 88 milhões e aguarda uma mudança de construtoras e desapropriações para ser concluída.
Vias do pró-transportes estão com obras paradas e sem novo prazo
Vias do pró-transportes estão com obras paradas e sem novo prazo

Desde sua concepção até os dias atuais, o Pró-Transporte já teve sua responsabilidade passada para diversos órgãos. Inicialmente com a Prefeitura, foi repassada ao Governo do Estado em 2011, após a conclusão do viaduto da avenida das Fronteiras, única obra finalizada do pacote. Após passar 6 anos sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (SIN), foi repassada em fevereiro deste ano para o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que deverá realizar a entrega do complexo.

O projeto tem orçamento de R$ 88.221.480,67, provenientes da União e de contrapartidas do Governo do Estado. Atualmente, ela está dividida em três níveis de prioridade. A Meta 1 consiste na conclusão do viaduto da Redinha,  o prolongamento da avenida Moema Tinoco, a duplicação do acesso à avenida e o viaduto que vai passar pelo Rio Doce, para facilitar o acesso à Genipabu. A prioridade deste eixo se deu justamente pelo fato da área ser de acesso turístico, com grande fluxo de pessoas em direção às praias próximas.  Além disso, também estão previstas a instalação de ciclofaixas nas principais vias, e passagens de pedestres ao longo das avenidas.

De acordo com o general Jorge Fraxe, diretor geral do DER, ao assumir as obras o Departamento se deparou com questões que deveriam ter sido pensadas desde o início, na concepção do projeto “Quando se planeja uma obra você precisa ver quais são as atividades que tem que acontecer primeiro. No caso do Pró-Transporte, duas atividades predecessoras deveriam ter sido feitas desde o começo: desapropriação e construção de novas redes elétricas. O empreendimento engloba muitas coisas, e não apenas as obras”, disse o general.

Ao todo, 393 imóveis precisarão ser desapropriados e demolidos para que a duplicação das vias seja realizada e 291 postes terão de ser construídos novamente, incluindo uma rede de alta tensão. Desde que assumiu o projeto, o DER tem avançado nas desapropriações: no Eixo 1, onde 165 imóveis serão afetados, 149 já foram liberados ou demolidos pelo departamento. A presença de fios de alta tensão é o que impede a continuidade, por exemplo, do viaduto da Redinha. Em cima do viaduto, é possível observar uma rede de fios que precisa ser retirada para que ele seja concluído.

O fim das desapropriações do Eixo 3, o último que deverá ser concluído em ordem de prioridade, estão previstas para ocorrer até 31 de maio de 2018. Até lá, não vai ser possível estipular o período de entrega das obras da Pró-Transporte como um todo.

Entenda o Pró-Transporte
Eixos
O que resta a ser feito da obra foi dividido em três eixos de prioridade, a primeira delas tendo sido graças à sua importância para o turismo na região. Confira os três eixos e o que eles englobam:

Eixo 1
1. Viaduto da Redinha, que liga a rua Conselheiro Tristão até a avenida Moema Tinoco.
2. Construção do viaduto pelo Rio Doce, que vai chegar à entrada de Genipabu.

Eixo 2
1. Parte da avenida Tocantínea para dar acesso à avenida Moema Tinoco, até o acesso de Genipabu.

Eixo 3
1. Duplicação da avenida das Fronteiras
2. Prolongamento da avenida Moema Tinoco

O que foi feito
Parte do viaduto da Redinha e também do viaduto que vai passar pelo Rio Doce já podem ser visualizados na paisagem. No entanto, ambas obras estão paradas, e o acesso ao do Rio Doce permanece sem calçamento básico, e parece longe de ser concluído.

Para o viaduto da Redinha, ainda resta retirar os fios de alta tensão que passam sobre a construção para poder dar continuidade à obra.
Além disso, em 2011 foi entregue o viaduto da avenida das Fronteiras, única parte da obra que chegou a ser concluída em sua totalidade.

Números
Pró-Transporte
R$ 72,8 milhões era o valor original orçado para o Pró-Transporte, em 2005
R$ 88.221.480,67 é o valor orçado das obras do Pró-Transporte atualmente
R$ 7,8 milhões era o valor estimado para ser gasto nas desapropriações originalmente, e estava incluso no orçamento total da obra
R$ 11.888.227,58 é o valor gasto até o momento com as desapropriações de imóveis onde serão realizadas as obras, valor que deverá aumentar até sua conclusão

Gancho de Igapó
R$ 33.701.371,40 é o valor das obras do gancho de Igapó, sob responsabilidade do DNIT


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