Obras de reparo estão indefinidas

Publicação: 2013-05-15 00:00:00
As obras de intervenção no viaduto do Baldo não têm data para começar. A assessoria jurídica da Secretaria Municipal de Obras (Semopi) deve decidir ainda esta semana acerca da possibilidade de contratação direta de uma empresa para realizar as obras, através de um contrato emergencial. A justificativa é  o fato de que a licitação aberta para contratação da empresa foi deserta. Ou seja, chegou o prazo previsto para a abertura dos envelopes com as propostas (no dia 21 de abril),  mas nenhuma das cinco empresas que compraram o edital apresentou proposição para realizar as construções, orçadas em aproximadamente R$ 1,8 milhão.
As obras de reparo do viaduto, que está interditado desde outubro, estão orçadas em R$ 1,8 milhão
O secretário Rogério Mariz, da Semopi, admitiu que uma das possibilidades para a desistência das empresas é as dívidas acumuladas pela gestão passada. “A credibilidade da Prefeitura foi abalada”, afirmou. Mariz contou que a obra envolve tanto os reparos no viaduto, quanto a recuperação da laje do Canal do Baldo. O viaduto está interditado desde o dia 4 de outubro do ano passado e deve permanecer nessa condição até o final do ano. O Município obedeceu uma decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Ibanez Monteiro da Silva. O magistrado atendeu, em parte, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) feito em virtude da falta de manutenção na estrutura que apresenta várias deteriorações. Foi dado um prazo de 60 dias para que o Município promovesse as medidas necessárias à elaboração de um estudo técnico atualizado do nível de comprometimento da estrutura.

As alterações no trânsito provocadas pela interdição da estrutura do viaduto do Baldo estão causando transtorno aos motoristas que têm destino à Cidade Alta e à Ribeira. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) estima que o fluxo de veículos tenha aumentado 25% nas avenidas Prudente de Morais, Marechal Deodoro da Fonseca e Rio Branco em virtude dessas alterações. Segundo o diretor do Departamento de Fiscalização e Trânsito da Semob, Carlos Eugênio, nenhuma medida foi adotada pela pasta para a adaptação do trânsito. Não foram colocadas placas ou fiscais nas avenidas para orientar os motoristas. Enquanto o trânsito não é liberado no viaduto, o fluxo se intensifica, principalmente, na avenida Rio Branco, principal acesso ao Centro da cidade.

Deterioração

O viaduto que custou aos cofres de Natal Cr$ 40 milhões foi concluído no final dos anos de 1970. Segundo os arquivos da TRIBUNA DO NORTE, a estrutura só foi liberada no início dos anos de 1980, quando foi terminada a obra do complexo que o interligava às vias de acesso. Pouco tempo depois, no ano de 1982, há registro de reclamações da população natalense com relação ao viaduto, que sofreu com os primeiros desgastes. Pouco tempo depois, no ano de 1982, há registro de reclamações da população natalense com relação ao viaduto, que sofreu com os primeiros desgastes. Na ocasião o viaduto chegou a ser taxado pela imprensa de “obra desnecessária e que entrou para o anedotário popular”.