Obras em túnel para resolver alagamentos voltarão em agosto

Publicação: 2017-07-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Aura Mazda
Repórter

As obras do túnel de macrodrenagem 'da Arena das Dunas', construído entre as lagoas de captação do Centro Administrativo e o Rio Potengi, serão retomadas no final de agosto. A previsão é do secretário Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), Tomaz Neto. Após a retomada, o empreendimento deve ser concluído em 12 meses. O titular da Semopi disse que após o fim das obras, a expectativa é que problemas de alagamento que costumam afetar 33 pontos em período chuvoso acabem de vez.

Iniciada em 2013, a obra tinha previsão de conclusão antes do início da Copa do Mundo de 2014. O serviço foi interrompido em novembro de 2014 em virtude de problemas técnicos observados ao longo da realização dos trabalhos. “Vamos retomar as obras após pagamento da dívida com a empresa Queiroz Galvão, de R$ 4,5 milhões”, explicou Tomaz Neto.
Obra do túnel: Expectativa é que problemas de alagamento que afetam 33 pontos sejam resolvidos
Orçada em R$ 194 milhões e com 80% do cronograma executado, a estrutura possui 4,7 km de extensão (1,2 km ainda não concluído) e atravessa bairros das zonas Sul e Oeste, e inclui cinco lagoas de captação (três no Centro Administrativo; a lagoa de São Conrado, em Dix-Sept Rosado; e a lagoa de deságue final, no Rio Potengi), além de 36 poços de visita (dos quais, apenas cinco não foram construídos).

A obra será viabilizada por meio de convênio entre o município e a Caixa Econômica Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com reajustamento. Com a conclusão, a meta é resolver 23 pontos críticos de alagamentos, eliminando as enchentes dos bairros de Lagoa Nova, Nova Descoberta, Dix-Sept Rosado, Candelária, Bom Pastor, Cidade da Esperança e Nazaré. Além de urbanizar as lagoas do Centro Administrativo, Lagoa de São Conrado, Lagoa dos Potiguares, Lagoa do Preá, lagoas da Cidade da Esperança e reservatórios de primeiras chuvas.

Etapas


A primeira etapa da construção do túnel foi iniciada em 2013 pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) e a Construtora Queiroz Galvão. Mas em 2014, com a obra em andamento, a promotoria do Meio Ambiente abriu um inquérito para apurar os transtornos ambientais e estruturais causados  no entorno dos túneis, e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) retirou a licença ambiental concedida ao deságue da obra.

No ano seguinte, novos estudos constataram que o processo de bombeamento utilizado para abertura do túnel, em sete poços de visita, provocaria problemas devido a presença de areia fina e água. Em alguns desses pontos chegou a ter desmoronamentos, ocasionados pelo rebaixamento do lençol freático. Para dar continuidade ao projeto seria necessários mais R$ 17 milhões para adequações ao projeto com a aplicação da tecnologia 'jet grouting' - uma injeção de concreto que daria fixação ao terreno e condições de escavação.

Somente em 2016, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica, aprovou o novo orçamento, e os recursos devem ser liberados agora. A prefeitura também fez acordo de parcelamento da dívida de  R$ 4,5 milhões, com a Construtora Queiroz Galvão e, cumprindo o acordo, a construtora se prontificou em volta a operar.

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