OCDE reduz projeções para PIB do Brasil em 2019 e 2020

Publicação: 2019-05-22 00:00:00 | Comentários: 0
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A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu suas expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deste e do próximo ano. De acordo com o relatório Perspectiva Econômica da OCDE divulgado nesta terça-feira, 21, a expansão da atividade brasileira em 2019 será de 1,4%, no lugar da de 1,9% prevista em março. No caso de 2020, a previsão baixou de 2,4% para 2,3%.

“Uma recuperação gradual deve continuar no Brasil", avaliou a entidade no documento. “A inflação baixa e a melhora dos mercados de trabalho fornecem apoio ao consumo privado e implementação bem-sucedida das reformas, particularmente a reforma da Previdência, ajudaria a reduzir a incerteza e a aumentar o investimento."

A divulgação do relatório se dá em meio ao Fórum Anual da OCDE, que tem sede em Paris. Nos dias seguintes, haverá o encontro do conselho da instituição, quando temas ligados ao seu futuro são debatidos.

O Brasil é um dos seis candidatos a aguardar a abertura do processo de acessão à entidade, ao lado de Peru, Bulgária, Croácia e de Argentina e Romênia, considerados os primeiros da lista. O processo, no entanto, passa por um impasse.

De um lado, os Estados Unidos já deixaram claro que não desejam ampliar o número de membros da Organização, mas Washington já declarou apoio aos governos argentino e brasileiro, que ainda não foi concretizado no organismo multilateral.

De outro, a Europa, que não é contrária à ampliação da OCDE, apenas aceita a entrada de membros de fora do continente com a garantia de que ela seria acompanhada do ingresso de um membro da região.

Política monetária
Segundo a OCDE, o Banco Central do Brasil não deve aumentar os juros antes do ano que vem. A avaliação também foi divulgada no relatório da entidade. “Com a inflação projetada para abaixo da meta em 2019 e 2020, o aperto monetário agora parece improvável antes de 2020 e as condições financeiras devem permanecer favoráveis."

A instituição salientou que o crédito tem crescido para as famílias, mas continua a diminuir para o setor corporativo. Para a organização, os atuais planos de reforma para fortalecer a competição no setor financeiro são um “passo promissor" para reduzir os custos dos empréstimos. De qualquer forma, segundo a OCDE, o crescimento da produtividade será o principal motor de crescimento a longo prazo.

O documento apontou que fortalecimento exigirá também mais competição em muitos setores para permitir que mão-de-obra e capital passem para atividades com forte potencial. “Uma integração mais próxima à economia global aumentaria a eficiência ao expor mais empresas à concorrência estrangeira e melhorar o acesso a bens intermediários e de capital de menor custo."

A melhora da eficiência por meio da redução das barreiras internas à entrada e pela implementação de políticas para reduzir custos seria ainda um fator de contribuição, como a flexibilização fiscal ou a melhoria da execução de contratos. “Uma revisão substancial do sistema fiscal indireto fragmentado, com vistas a um imposto unificado sobre o valor agregado, poderia aumentar a competitividade das empresas em todo o país", revelou.






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