Oeste registra maiores precipitações

Publicação: 2018-01-12 00:03:00 | Comentários: 0
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Os dez primeiros dias de 2018 registraram precipitações em mais da metade dos postos do Rio Grande do Norte. Até o momento, 117 postos pluviométricos, de um total de 172, apontaram o registro de chuvas. Somente no período que compreende às 7h de quarta-feira (10) e às 7h de ontem (11), pelo menos 51 desses postos de monitoramento no Estado (em 50 cidades) registraram chuvas. De acordo com o boletim pluviométrico diário da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), o maior registro de chuvas foi no município de Carnaubais, com 111,3 milímetros.

Chuvas que caíram na cidade de Assu, região da mesorregião Oeste, alagou algumas ruas e trouxe esperança, após seis anos de seca
Chuvas que caíram na cidade de Assu, região da mesorregião Oeste, alagou algumas ruas e trouxe esperança, após seis anos de seca

Outros postos também registraram um índice considerável de precipitações nessas 24 horas. São os casos de Tibau (87,5mm), Alto do Rodrigues (59,5mm), Senador Georgino Avelino (49,3mm), Grossos (48,5mm) e Areia Branca (43mm). Todos esses, com exceção de Senador Georgino Avelino, estão na mesorregião do Oeste potiguar, local que concentrou maior parte das chuvas.

As demais regiões do RN apresentaram registros de chuva tímidos em comparação às duas messoregiões Oeste e Leste. A região Central computou chuvas em cinco postos (Pedra Preta, Angicos, Santana do Matos, Fernando Pedroza e São Fernando), totalizando 25,4mm. Já o Agreste teve 84,4mm em 13 postos distintos.

Em Assu, com as chuvas, a  Estação de Tratamento de Água teve que ser paralisada pela Companhia de Águas do Rio Grande do Norte (Caern) na manhã desta quinta-feira (11), para o conserto de um problema detectado na instalação elétrica. Uma equipe fez a substituição de cabos, para que a ETA voltasse a funcionar. O problema foi ocasionado por infiltração de água da chuva. Em Assu, choveu 38 mm. A previsão de retorno é para o meio dia de ontem (11). Com a ETA parada, o fornecimento de água chegou a ser interrompido, mas a Companhia prometeu a regularização total até o final do dia de ontem.

Três, das quatro variáveis fundamentais que contribuem para a formação de chuvas na região Nordeste estão alinhadas: a incidência de pouco vento sobre o Atlântico sul, combinada com a baixa intensidade da atividade solar e a presença do fenômeno La Ninã, que resfria o oceano Pacífico, configuram uma tendência positiva para que 2018 seja um ano mais úmido. De acordo com a Emparn, falta a elevação da temperatura da água na porção sul do oceano Atlântico para fechar a equação e afastar a seca que já dura mais de seis anos.

“O comportamento termodinâmico do Atlântico é mais lento, o oceano ainda está assimilando a chegada do verão. As maiores temperaturas (na superfície das águas) ainda são esperadas para março. No início de fevereiro teremos acesso aos dados referente a esse mês, aí temos como apresentar uma previsão atualizada”, assegurou Gilmar Bristot, gerente de meteorologia da Emparn. Ele explicou que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que exerce influência direta sobre o clima da região, “tem descido e se o Atlântico sul aquecer as condições melhoram, se permanecer como está chove normal – mas acima da média vista nos últimos anos”, reforçou.

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