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Política
Onda de frio avança para as regiões Sudeste e Centro-Oeste
Publicado: 00:01:00 - 19/05/2022 Atualizado: 23:42:15 - 18/05/2022
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que a onda de frio que já atinge o Sul e centro-sul do país desde terça-feira (17) deve permanecer até hoje (19), provocando quedas de temperatura superiores a 5°graus Celsius (C) em média também nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Marcelo Camargo
Moradores de Brasília precisam se proteger do frio para sair às ruas diante da queda de temperatura

Moradores de Brasília precisam se proteger do frio para sair às ruas diante da queda de temperatura


O frio já está afetando regiões do Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, chegando até o sul de Tocantins. De acordo com o Inmet, durante a madrugada de ontem foram registradas na Região Sul temperaturas mínimas de -2,5°C em Bom Jardim da Serra (SC), 0°C em São José dos Ausentes (RS), 1,7°C em Cambará do Sul (RS), 2,6°C em Vacaria (RS) e 2,6°C em Inácio Martins (PR).

Na Região Sudeste, as temperaturas caíram para -0,1°C em Campos do Jordão (SP), 1,4°C no Pico do Couto (RJ), 2,1°C em Itapira (SP), 3,4°C em Maria da Fé (MG) e 4°C em Nova Friburgo (RJ). No Goiás, a temperatura mínima registrada foi de 4,8°C em Mineiros (GO) e 5,1°C em Rio Verde (GO).

O Inmet emitiu um aviso de geada, que pode afetar as plantações com frios de até 3ºC em regiões do Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul fluminense. Em Brasília, as temperaturas para amanhã tem previsão de mínima de 5ºC e máxima de 21ºC, com tendência de queda. Hoje, a mínima na capital ficou em 9ºC.

O Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro (COR), informou que foi registrada hoje a temperatura mais baixa do ano na cidade: 13,2ºC às 6h30, no Alto da Boa Vista, zona norte da Cidade. A previsão para o dia é de máxima de 22ºC, considerado frio para os padrões cariocas, e mínima de 13ºC na madrugada.

Chuvas intensas
O Inmet emitiu um aviso também para chuvas intensas na região metropolitana de Porto Alegre, no sudeste e nordeste rio-grandense e no sul catarinense, com alerta vermelho. De acordo com a previsão do instituto, pode chover entre 30 e 60 milímetros (mm) em uma hora ou de 50 a 100 mm ao longo do dia, com ventos intensos de até 100 km/h.

Há, ainda, alerta para ventos costeiros até amanhã que podem atingir do sudeste do Rio Grande do Sul à região metropolitana do Rio de Janeiro. Ontem, o Inmet alertou para a possível evolução de ciclone para tempestade subtropical Yakecan no sul do país.

Na Região Norte, o alerta laranja é para chuvas intensas no sudeste e sudoeste do Pará, área oriental do Tocantins, baixo Amazonas, centro, sudoeste, sudeste e norte amazonense, norte e sul do Amapá e de Roraima. Em Manaus, a previsão é de temperatura máxima de 30ºC e mínima de 24ºC.

São Paulo tem temperatura mais baixa para o mês de maio
A tempestade subtropical Yakecan trouxe o frio da massa de ar polar para o Brasil e fez despencar as temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na cidade de São Paulo, os termômetros marcaram a mínima do ano, 6,6°C segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura mais baixa para o mês de maio em 32 anos.

Já os dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), de 27 estações, são ainda menores e a sensação chegou a ser negativa, com - 4º C na zona sul. "Tivemos na quarta-feira a madrugada e a tarde mais frias para o mês de maio desde que o CGE começou a registrar as temperaturas. A tendência é que ainda fique bastante frio essa madrugada e possa estabelecer um novo recorde. Na quinta devemos ter uma máxima em torno de 14°C", explica Thomaz Garcia, do CGE

O frio intenso separou até mãe e filha nas ruas da capital. A diarista Maria do Carmo Silva, de 41 anos, vive nas ruas de São Paulo há dois anos. Com a pandemia, as faxinas caíram. Maria não conseguiu mais pagar o aluguel de R$ 400 em Ermelino Matarazzo, na zona leste. Por isso, decidiu ir para o centro em busca de mais oportunidades.

O motivo maior de seu desespero é que ela não está sozinha: precisa de renda e cuidados para sua filha de 5 anos. As duas acabaram morando na Comunidade do Moinho, na região central, em albergues oferecidos pela Prefeitura, e até embaixo do Minhocão. Por causa da previsão do tempo desta semana, Maria decidiu deixar a filha na casa de uma amiga, no Moinho. Ela vai ficar em um quarto com outras cinco crianças e três adultos. Só Maria vai ficar na rua. "A gente fica com medo de que ela pegue doença", diz a mãe.Um morador em situação de rua morreu ontem enquanto aguardava o café da manhã no Núcleo de Convivência São Martinho, no bairro do Belém, na zona leste da capital paulista.

Segundo a prefeitura de São Paulo, a pessoa em situação de rua, identificada como Isaias de Faria, de 66 anos, passou mal logo depois de entrar no centro de convivência, espaço conveniado com a prefeitura de São Paulo, mas administrado pelo Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto e que serve refeições. Profissionais da área de saúde tentaram reanimá-lo, mas não tiveram sucesso.

Ciclone se afasta do litoral, mas há 'rajada de vento'  
O ciclone subtropical Yakecan começou a se afastar do litoral brasileiro e foi descartada a possibilidade de um furacão atingir o país. No entanto, está mantido o alerta para rajadas de vento nas regiões Sul e Sudeste e para o frio intenso e geadas em grande parte do Brasil nos próximos dias. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio da Defesa Civil Nacional.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone já passou pelo litoral do Rio Grande do Sul, provocando ventos de 96 quilômetros por hora (km/h) no município de São José dos Ausentes, e, neste momento, segue em direção aos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com menos intensidade do que o previsto e se afastando da costa.

Ainda assim, a recomendação para que a população adote medidas de autoproteção se mantém. Os ventos fortes podem atingir até o município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

Queda de energia
O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do MDR informou que não houve registro de danos humanos durante a passagem do ciclone pelo Rio Grande do Sul.

Foram registradas ocorrências de quedas de árvores e estruturas que foram atingidas, como postes de iluminação, deixando mais de 200 mil residências sem energia no litoral e na Serra Gaúcha.

Em Santa Catarina, o ciclone provocou rajadas de vento intensas e segue com força ontem.

Em paralelo ao ciclone, uma massa de ar frio segue provocando baixas temperaturas e sensações térmicas críticas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. 

O alerta também inclui a possibilidade de geadas nos próximos dias. Segundo o Cenad, “situação é atípica para esta época do ano”, com expectativa de avanço da intensa massa de ar polar inclusive para os estados do Acre e de Rondônia. Há previsão de queda das temperaturas mínimas pela manhã e durante a madrugada, em especial, nos próximos dois dias.

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