Operação contra contrabando de cigarros e falsificação apreende R$ 2,4 milhões

Publicação: 2020-10-27 18:10:00
A operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta terça-feira (27) contra uma organização criminosa voltada ao contrabando de cigarros e outros produtos falsificados resultou na apreensão de R$ 2.427.895,00. O dinheiro contabilizado ainda não leva em conta o total apreendido em moedas estrangeiras. Intitulada 'Falsos Heróis', o nome da operação faz referência às embarcações com nomes de heróis utilizadas para transporte das mercadorias, como Thor, Hulk e Capitão América. A operação atuou no Rio Grande do Norte e outros dois estados.

Créditos: Cedida/PFMontante apreendido pela Polícia FederalMontante apreendido pela Polícia Federal

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No Rio Grande do Norte, mandados foram cumpridos em três cidades. Mossoró, Areia Branca e Tibau foram as cidades potiguares alvos da operação. Houve atuação também no Pará (Belém e Ananindeua) e São Paulo (capital). A operação contou com apoio da Receita Federal e da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI). De acordo com a Polícia Federal, 170 policiais federais participaram da operação.

A quantia em dinheiro apreendida pela PF foi recolhida em São Paulo e no Pará. No Rio Grande do Norte, os agentes apreenderam seis armas de fogo, todas no município de Mossoró. Ainda na operação, oito veículos foram apreendidos.

Ao todo, oito pessoas foram presas, sete delas sendo preventivamente e uma outra em flagrante. Houve ainda um alvo não localizado no Pará, segundo a PF. Foram cumpridos, também, 26 mandados de busca e apreensão, além de ter sido determinado o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão com relação a outros nove investigados, bem como o sequestro judicial de 22 contas bancárias.

Segundo a PF, dentre os investigados na operação, constam empresários, policiais civis do Rio Grande do Norte, além de um secretário municipal da cidade de Areia Branca. As diversas diligências realizadas no curso da investigação permitiram identificar a existência de uma organização criminosa bem estruturada, cujo modus operandi consiste no transporte naval de produtos contrabandeados (cigarros, vestuário e equipamentos eletrônicos falsificados) com origem no Suriname.

Esses produtos, de acordo com a PF, são internalizados de forma clandestina em pontos da costa dos municípios potiguares de Areia Branca, Porto do Mangue e Macau, sendo posteriormente transportados para diversos estados, principalmente São Paulo, onde são comercializados em locais notadamente conhecidos por esta prática.

Somente entre os anos de 2018 e 2019, a organização criminosa movimentou cerca de 185 milhões de reais. Os crimes imputados são os de contrabando qualificado e organização criminosa armada, cujas penas, somadas, podem ultrapassar a 23 anos de prisão.