Operação das Forças Armadas chega ao fim

Publicação: 2018-01-13 00:00:00 | Comentários: 0
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A Operação Potiguar III será oficialmente encerrada neste sábado (13), com a retirada das ruas de todos os 2.800 militares enviados pelas Forças Armadas ao RN. A solenidade de encerramento das atividades será às 9h deste sábado, no 16º Batalhão de Infantaria Motorizado, na avenida Hermes da Fonseca. O comandante da Força Guararapes, general de Brigada Ridauto Lúcio Fernandes, que comanda a operação no Rio Grande do Norte, fará um balanço dos 15 dias de atuação dos militares.

Operação Potiguar III terminou no final da noite de ontem (12). Tropas militares patrulharam as ruas de Natal durante 15 dias
Operação Potiguar III terminou no final da noite de ontem (12). Tropas militares patrulharam as ruas de Natal durante 15 dias

Na quinta-feira (11) em sua conta no Twitter, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que “com o fim das greves das polícias do RN, a ação das FAs (GLO) se encerrará dia 12, porém, 1.000 militares permanecerão lá, em condições de pronto emprego, caso se faça necessário e o presidente determine”. De acordo com o Gabinete Civil do Estado e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, não existe pedido oficializado para a permanência do Exército Brasileiro no RN.

A polícia do RN entrou em acordo com o Governo do Estado no dia 9 de janeiro, quando o governador Robinson Faria (PSD), assumiu o compromisso de não abrir processos administrativos contra a categoria e efetuar o pagamento do mês de dezembro no próximo dia 12. O governo assinou um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) com 25 cláusulas.

Em Natal, o Centro de Operações Interagência, uma espécie de centro de comando existente no interior da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, funcionou como controle da Operação Potiguar III. Da sala com representantes de todos os órgãos integrados na força-tarefa, como Exército, Marinha, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, entre outros, partem as ações vistas pela população nas ruas de Natal e região metropolitana. Há monitores onde os operadores monitoram as ocorrências registradas no Ciosp, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, e também o chamado Sistema “Pacificador”, das Forças Armadas.

As forças de segurança federal tiveram o apoio aéreo de dois helicópteros, tendo um deles equipamento de captação de imagens aéreas, até mesmo noturnas. Segundo o comando operacional, um dos sucessos da força-tarefa foi ter aumentado a quantidade de ocorrências registradas no Ciosp atendidas. Houve um salto de 4% para até 50% o número de ocorrências atendidas pelas equipes nas ruas.

Essa foi a primeira operação interagências (ou seja, entre diversos órgãos de segurança pública) coordenada diretamente pelo Ministério da Defesa na história da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Esta é uma política implantada pelo governo federal que concede às Forças Armadas o poder de polícia, quando há o esgotamento das forças de segurança pública estadual. Essa é a terceira vez que a medida é imposta no estado desde o início da gestão Robinson Faria.

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