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Orçamento para 2019 não é suficiente
Publicado: 00:00:00 - 12/12/2018 Atualizado: 23:21:08 - 11/12/2018
A saúde do RN terá em 2019 mais um ano com dificuldades orçamentárias. Essa é a avaliação do secretário estadual de Saúde, Sidney Domingos. Em entrevista à Tribuna do Norte realizada nesta terça-feira (11), Sidney Domingos afirmou que o orçamento previsto para a saúde do Rio Grande do Norte em 2019 será de cerca de R$ 1,4 bilhão e que esse valor não é suficiente para atender todas as demandas da sistema público de saúde do Estado. Recursos extraordinários serão mais uma vez necessários.

Adriano Abreu
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Domingos explicou que a secretaria, que conta com 12 mil funcionários, teve cerca de R$ 1,2 bilhão de orçamento em 2018, e durante a gestão precisou de meio bilhão de reais de recursos extraordinários do Ministério da Saúde para complementar a folha de pagamento. Esses recursos foram necessários principalmente nos últimos dois anos. Com esse montante foi possível pagar, por exemplo, três folhas no valor de 60 milhões de reais para o funcionalismo.

Sobre as possíveis dívidas com fornecedores, Sidney Domingos afirmou que a perspectiva é de que tudo seja resolvido até o fim do ano. O secretário informou que os empenhos não pagos que aparecem no Portal da Transparência, relativos aos contratos com os fornecedores, são  valores que serão liquidados ou cancelados de acordo com a necessidade da pasta. Até esta terça-feira, segundo dados do Portal da Transparência, havia R$ 178,2 milhões de restos a pagar no Fundo Estadual de Saúde. No dia 04 de dezembro, eram R$ 143 milhões.

A secretaria será entregue, segundo Domingos, com basicamente todos os restos a pagar da gestão anterior liquidados e todas as dívidas da atual gestão relativas a insumos e medicamentos, cooperativas médicas e todo o custeio da  rede hospitalar “equilibradas”, segundo as palavras do próprio secretário.

O secretário de Saúde que assumirá a partir de 2019, Cipriano Maia, já havia expressado, em entrevista publicada pela TRIBUNA DO NORTE, preocupação com o orçamento da pasta.  Segundo Maia, a pasta adotará um plano emergencial utilizando melhor os recursos disponíveis. “Estamos atentos a tudo isso, e já estamos pensando em um plano emergencial para que, quando assumirmos, possamos lidar com essa situação. Ao mesmo tempo, estamos mantendo diálogo com a atual gestão, negociando e apelando para que eles possam equacionar os problemas desse final de gestão e gerar menos problemas de continuidade de ações e serviços no início do Governo. Esse diálogo está acontecendo de forma bastante responsável, e esperamos poder encontrar ainda nesse final de gestão o equacionamento de alguns desses problemas”, disse.

O futuro secretário disse ainda que os repasses recebidos em 2018 não devem se repetir. “Os repasses de recursos federais que tivemos em 2018 não devem se reproduzir em 2019. Com isso, já dá para ter uma ideia do ajuste na utilização de recursos pelos quais vamos ter que passar”, afirmou.




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