Internacional
Pacote de infraestrutura vai à votação
Publicado: 00:00:00 - 05/08/2021 Atualizado: 00:38:48 - 05/08/2021
O Senado dos Estados Unidos aprovou uma série de emendas ao pacote de infraestrutura de cerca de US$ 1 trilhão, com os legisladores antecipando uma votação final do projeto neste fim de semana ou no início da próxima. Desde que os negociadores concluíram o projeto de 2.702 páginas no último final de semana, os legisladores consideraram emendas oferecidas por uma mistura de republicanos e democratas para o projeto. Os oposicionistas pressionaram por um processo de emenda aberto, enquanto o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, pediu que a Casa se movesse rapidamente.

EVAN VUCCI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden argumentou que os investimentos devem colocar pessoas para trabalhar

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden argumentou que os investimentos devem colocar pessoas para trabalhar


Uma vez que os legisladores terminem com as votações das emendas ainda pode haver vários dias de limbo processual antes que eles possam aprovar o pacote final. Muitos republicanos estão planejando comparecer ao funeral do falecido senador Mike Enzi na sexta-feira, provavelmente empurrando os votos para o fim de semana.

Os legisladores esperam que o projeto seja eventualmente aprovado com amplo apoio bipartidário. Dezessete republicanos, incluindo o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, juntaram-se aos democratas para ajudar a legislação a superar um obstáculo processual na semana passada.

Ao anunciar o acordo para a votação do pacote de infraestrutura, o presidente Joe Bide disse que a negociação sinaliza ao mundo que a democracia americana pode funcionar "e fazer grandes coisas". Segundo ele, um sistema transcontinental de ferrovias e rodovias interestaduais novamente impulsionará o futuro do país. 

Biden argumentou que os investimentos devem colocar pessoas para trabalhar em cidades maiores, nas pequenas, em comunidades rurais e outras áreas. E ressalta que serão gerados empregos bem pagos, sindicalizados, para reparar estradas e pontes.

Biden também mencionou a construção de linhas de transmissão e atualizações na matriz energética, tornando-a mais resistente e limpa, bem como mais preparada para eventos climáticos extremos. 

O presidente disse que os gastos serão feitos sem aumentar impostos para as pessoas que ganham menos de US$ 400 mil ao ano, nem aumento na gasolina ou taxa sobre veículos elétricos.

Para o presidente, o acordo ajuda a garantir que o país possa competir na economia global "justamente no momento em que estamos em uma corrida com a China e o restante do mundo pelo século 21". 

Biden disse que nenhum dos lados conseguiu tudo que queria no acordo, mas isso faz parte de se conseguir um compromisso. "Haverá divergências a resolver e mais compromissos a buscar ao longo do caminho", projetou, celebrando de qualquer modo o acordo.

Casa Branca planeja exigir vacinação completa
Os Estados Unidos planejam pedir um comprovante de vacinação completa contra a covid-19 para autorizar a entrada de turistas estrangeiros no país. O plano, que está em discussão na Casa Branca, ajudaria a abrandar restrições que impedem a entrada de viajantes provenientes de diversos países.
 Atualmente, a entrada em solo americano de viajantes de países mais afetados pela pandemia, entre eles o Brasil, está vetada.

A Casa Branca não tem planos para suspender imediatamente todas as restrições para entrada de estrangeiros porque o número de casos de coronavírus no país continua aumentando e a variante Delta se propaga rapidamente. Além disso, ainda não há indicações de quais vacinas seriam aceitas num futuro plano.

"O governo tem grupos de trabalho reunindo diversas agências trabalhando para ter um novo sistema pronto para quando pudermos reabrir as viagens", disse uma fonte da Casa Branca. O plano inclui uma abordagem em fases que ao longo do tempo significará, com exceções limitadas, que os estrangeiros viajando para os Estados Unidos precisem ser totalmente vacinados. Apesar de o projeto ainda estar em estudo, esses grupos de trabalho esperam o momento certo de transição para esse novo sistema, ainda sem data definida.

Os Estados Unidos atualmente proíbem a entrada da maioria dos cidadãos não americanos que nos últimos 14 dias estiveram no Reino Unido, em alguma das 26 nações que compõem o espaço Schengen, além de Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil.

As restrições a viagens ao país foram impostas pela primeira vez à China, em janeiro de 2020, para evitar a disseminação da covid-19. Desde então, dezenas de outros países foram adicionados.

Com o avanço da vacinação nos países ricos, a indústria do turismo pressiona pela liberação de viagens transcontinentais. Alguns outros países, incluindo Canadá e Reino Unido, já estão abrandando ou suspendendo as restrições para turistas vacinados.

O primeiro passo para o fim do veto à entrada de estrangeiros ocorreu no mês passado, quando a Casa Branca manteve discussões com companhias aéreas sobre como implementar uma política segura de fluxo de viajantes, principalmente em meio ao avanço da variante Delta no país.

Tipos 
Existem outras questões que a administração Biden deve responder, incluindo que prova aceitaria de vacinação e se os Estados Unidos aceitariam vacinas que alguns países estão usando, mas que ainda não foram autorizadas pelos órgãos reguladores dos EUA, como é o caso das duas das vacina mais usadas no Brasil: a da Oxford/AstraZeneca e a Coronavac.

Na Europa, a liberação de entrada de turistas vacinados foi vinculada a vacinas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Alguns países, no entanto, não aceitam a Coronavac e outros imunizantes de origem chinesa. Além disso, o bloco europeu mantém algumas restrições a países onde circulam variantes perigosas, como a Gama e a Delta.








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