PAD e relatório da CGU embasaram pedido de afastamento de superintendente do Ibama

Publicação: 2017-09-13 00:00:00 | Comentários: 0
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A Polícia Federal informou que o processo administrativo contra Clécio Santos e um relatório feito pela Corregedoria Geral da União, foram bases da investigação e da decisão de afastá-lo do cargo alegando a prática de prevaricação. Outra razão apresentada foram declarações ditas pelo investigado enquanto estava à frente do Ibama, que contraria o objetivo do órgão de fiscalizar o meio ambiente. “A gente tem noção de que ele tem certeza do que estava fazendo pelas próprias declarações dadas em diversos simpósios e palestras que o então superintendente participou. Ele deixava claro que estava ali para 'desburocratizar o Ibama, fomentar a indústria pesqueira e hoteleira' e que: 'o Ibama não seria um entrave para a indústria'. O que ocorre é que o Ibama não é e nunca será um entrave para a fomentação de empresas no Rio Grande do Norte e no Brasil”, declarou Osvaldo Scalezi, outro delegado da Polícia Federal que participou da operação.

“Com tais declarações, ele demonstra que tinha plena ciência dos atos, que ele estava ali não para exercer o que determina os objetivos do Ibama, de preservação do meio ambiente, mas pensando no empresariado. Ele deixou a preservação do meio ambiente para o segundo plano”, concluiu.

Em um primeiro momento, a PF não viu razões para pedir a prisão de Clécio por não encontrar indícios de atos de corrupção – crime considerado mais grave que a prevaricação. Com os mandados de busca e apreensão, feitos nas cidades de Natal, Goianinha, Ceará-Mirim e Tibau do Sul, residências,  sede do Ibama no Estado e em pelo menos três empresas de pesca industrial e em uma de hotelaria, a Polícia busca esclarecer se as decisões  eram motivadas por propinas ou outra relação ilegal entre o superintendente e os beneficiados. Por enquanto, não há indícios de outros servidores do órgão envolvidos nas determinações.

“Nós já tínhamos provas suficientes constituída para afastá-lo do cargo para cessar essas condutas de forma imediata. A partir de agora, observaremos se havia a prática de corrupção passiva e outros servidores do Ibama envolvidos”, justificou a Polícia Federal.

Outros três processos contra Clécio Santos corre em sigilo no Ministério Público Federal. Segundo informações do MPF, eles investigam a prática de crimes ambientais.


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