Pandemia ameaçará economia nos próximos 3 a 5 anos, diz Fórum Econômico Mundial

Publicação: 2021-01-21 00:00:00
O Fórum Econômico Mundial afirma, no Relatório de Riscos Globais 2021, que a pandemia de covid-19 está aumentando as disparidades e a fragmentação social, ameaçará a economia nos próximos três a cinco anos e enfraquecerá a geopolítica nos próximos cinco a dez anos. "Enquanto isso, as preocupações ambientais ainda estão no topo da lista em termos de probabilidade e impacto para a próxima década", diz o documento.

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De acordo com a entidade, as pressões financeiras e digitais resultantes da covid-19 ameaçam muitas empresas e suas forças de trabalho. "Embora essas disparidades potenciais possam causar fragmentação social para os Estados, uma perspectiva geopolítica cada vez mais tensa e frágil também dificultará a recuperação global se as potências de médio porte não tiverem um assento na mesa global", diz o relatório.

No médio prazo, o Fórum Econômico Mundial também cita riscos econômicos e tecnológicos indiretos, como estouro de bolhas de ativos, instabilidade de preços e crises de dívida como algumas das preocupações dos entrevistados para a pesquisa.

"À medida que governos, empresas e sociedades começam a emergir da pandemia, eles devem agora moldar com urgência novos sistemas econômicos e sociais que melhorem nossa resiliência coletiva e capacidade de responder a choques enquanto reduzem a desigualdade, melhorando a saúde e protegendo o planeta", reforça o Fórum.

Para 47% das empresas, risco cibernético preocupa mais
Os ataques cibernéticos são percebidos como o maior risco pelas empresas brasileiras, levantando preocupação maior até mesmo do que a pandemia em si - embora a maior percepção de ameaça no mundo virtual seja uma decorrência dela. Esse quadro foi retratado por uma pesquisa global feita pela Allianz Global Corporate & Specialty, um braço de seguros corporativos do grupo Allianz e que no Brasil entrevistou 59 executivos.

Para 47% deles, as ameaças cibernéticas são a principal preocupação atualmente, seguidas de perto pelo risco de interrupção de negócios, apontado por 46% dos entrevistados. Outros 29% veem a pandemia como maior risco deste ano. Os dois principais riscos citados têm relação, no entanto, com os impactos da crise sanitária.

A avaliação é de que a covid-19 acentuou a percepção do risco cibernético, dadas as oportunidades de invasão abertas pela onda de digitalização das empresas, o que inclui um número maior de funcionários trabalhando remotamente em home office. A lei geral de proteção de dados também fez as empresas se preocuparem mais com a questão cibernética.

Conforme o estudo da Allianz, que cita dados da Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, o Brasil foi alvo de mais de 3,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos entre janeiro e setembro do ano passado.