Para 40%, governo de Jair Bolsonaro é ruim ou péssimo

Publicação: 2021-01-23 00:00:00
O governo do presidente Jair Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 40% dos brasileiros, segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada ontem. Houve um aumento de oito pontos porcentuais na avaliação negativa desde o levantamento anterior, feito no início de dezembro.

Créditos: FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O resultado é colhido em meio a um contexto de piora da pandemia de covid-19, dificuldades na vacinação no País e o fim do auxílio emergencial. Bolsonaro é considerado ótimo ou bom por 31% - em dezembro, a avaliação positiva estava em 37%. Já a taxa de avaliação regular ficou em 26%, ante 29% anteriormente.

Apesar do aumento do desgaste de Bolsonaro, a taxa de brasileiros contrários ao impeachment oscilou para cima, passando de 50% em dezembro para 53% agora. Os que defendem a abertura de um processo contra o presidente por crime de responsabilidade são 42% - no mês passado, eram 46%. Outros 4% não responderam.

Os 37% de avaliação positiva que Bolsonaro obteve em dezembro representaram o melhor resultado do presidente desde que tomou posse, segundo a série histórica do Datafolha. Com a concessão do auxílio emergencial a milhões de brasileiros, Bolsonaro melhorou sua performance principalmente entre os mais pobres e em regiões onde colheu resultados ruins na eleição presidencial. Os números de agora indicam reversão daquela tendência.

O presidente tem agora taxa de avaliação negativa (soma dos porcentuais de ruim e péssimo) próxima de seu pior momento na série histórica do Datafolha. Em junho, ele tinha 44% de ruim e péssimo, e 32% de ótimo e bom.

Em comparação com seus antecessores, Bolsonaro é o segundo presidente mais mal avaliado, quando se considera na comparação o atual momento do mandato. Dilma Rousseff, por exemplo, estava com apenas 7% de avaliação negativa na metade do primeiro mandato, e era considerada boa ou ótima por 62%.

O Datafolha realizou a pesquisa na quarta e quinta-feira, por telefone, por causa das restrições sanitárias da covid-19. Foram ouvidas 2.030 pessoas em todo o País.