'Para o Globo seria interessante a conquista do título', diz Luizinho Lopes

Publicação: 2017-12-31 00:00:00 | Comentários: 0
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Luizinho Lopes tem 35 aos, nasceu na cidade de Pau dos Ferros, distante 400 km de Natal. Há quase dois anos comandando o Globo de Ceará-Mirim, o treinador, que prima pela especialização e é um dos poucos no País com cursos suficientes para ser chamado realmente de professor, começará a temporada figurando entre os favoritos para a conquista do Campeonato Potiguar

Luizinho Lopes, técnico do Globo
Luizinho Lopes, técnico do Globo

Em 2017, Lopes esteve à frente do time que obteve os maiores sucessos entre os clubes potiguares. Vice-campeão do Estado, o Globo ainda conseguiu o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro e as vagas para a Copa do Brasil e Copa do Nordeste, desbancando o América na competição nacional e na luta pela vaga no torneio regional.

A Tribuna do Norte entrevistou o treinador que falou sobre seus métodos de trabalho e sobre a perspectiva para a temporada que se avizinha.

O que esperar do Globo em 2018?
Uma equipe competitiva, que vai manter uma base. Mantivemos de 90% a 95% do elenco que obteve o acesso e fez a final do Estadual. E isso é um bom início. Mas estamos indo ao mercado buscar reforços e devemos contratar de cinco a seis atletas, pontualmente. Vamos manter a filosofia de usar os jovens valores da casa, mesclado com alguns jogadores experientes. Esperar uma equipe competitiva, que é humilde, uma equipe que ainda busca acender ainda mai no futebol brasileiro, mas com humildade, com simplicidade, com muito trabalho. A gente está tendo muito cuidado. Muitas vezes quando uma equipe ascende de uma divisão para outra a gente acaba contratando muito jogador e as coisas não andam e às vezes você mantém, contrata alguns atletas pontualmente e as coisas andam. É uma com certeza, mas o que nós vamos fazer é dar continuidade e espero que as contratações surtam efeito como vem acontecendo e que a gente possa, mais uma vez, decidir o Campeonato Estadual, buscar estar entre os finalistas, só que dessa vez com uma concentração muito alta, porque o grupo começa com uma visibilidade maior e começa a ser um time a ser batido e se não tivermos humildade, colocarmos os pés no chão e não entendermos essa situação nós não chegaremos.

Então ser tratado como favorito é um risco?
A relação de favorito ajuda no sentido de ter confiança. Quando você vence na estreia isso traz confiança, respeito, você consegue se impor. E o que prejudica é a relação de atenção dos adversários Você passa a ser um clube mais visado. As equipes acabam se dedicando, se doam mais para tentar tirar pontos e ganhar de um favorito.

Você já falou que o time se mantém. Mas e o estilo de jogo?
A gente tem um modelo de jogo bem definido através de mudanças de características dos jogadores. As sistematizações com relações as movimentações, a mobilidade dentro de campo ela muda, mas mais com relação as características dos jogadores. Com relação a modelo, a sistema de jogo, não, a gente deve manter o mesmo padrão.

Você é um dos profissionais mais preocupados com atualização. Como foi esse processo esse ano?
Realmente me preocupo muito com relação a essa capacitação continuada. A gente sabe que a gente nunca está pronto. Sou jovem, tenho muita coisa para evoluir ainda e somos ávidos por estar aprendendo cada vez mais apesar de já estarmos fazendo um trabalho atualizado, mas a cada virada de temporada é um momento de reflexão, de refletir, estou indo para a terceira temporada, já tenho um modelo enraizado, uma forma de treinar, de jogar, nós estamos trabalhando os detalhes, aprimorando as situações, criando situações novas, melhorado o que não temos de tão bom ainda, estamos trabalhando repetição, trabalhando os detalhes, para que a gente, de maneira simples, sem muita invenção, que a gente busque se aperfeiçoar naquilo que a gente pratica no dia a dia. Aí tem métodos atualizados para que e a gente seja o mais didático possível para aprimorar essas situações.

Como foi sua experiência na Granja Comary?
Tive a oportunidade de passar 10 dias lá , fazendo a licença “A” da CBF, tendo a oportunidade de compartilhar informações com treinadores de nível de Séries A e B, treinadores consagrados e aquela troca de informações nos traz ideias novas, métodos novos que a gente vai aplicar, mas tudo voltado para uma adaptação de realidade que a gente vive. Não posso estar trazendo algumas coisas que servem para a realidade de outros treinadores e não nos serve por aqui. Tenho que ter a capacidade de absorver a informação e adaptar à minha realidade.

Avaliando os times que estão se formando, o que esperar do Campeonato Estadual?
O ABC manteve uma base que teve um bom desempenho nas rodadas finais da Série B, manteve um treinador que tem um conhecimento grande, uma comissão que conhece muito bem o clube e os jogadores que lá estão. Um elenco forte e que poderá ter a contratação muito boa que é a de Wallyson, uma bandeira do clube, um jogador que é ídolo e se de repente volta, super talentoso, com a base que já existe e uma torcida como a do ABC, um clube centenário certamente será muito forte. O América manteve treinador, manteve uma base como à muito não tinha feito e isso é importantíssimo para a continuidade de um trabalho, então virar forte também. As equipes do Interior estão se movimentando, então certamente não será um campeonato fácil. Será dificílimo, um campeonato com duas equipes centenárias e multicampeões além dos tradicionais Potiguar e Baraúnas – E o Força e Luz e Santa Cruz buscando espaço além do tradicional ASSU. Será muito forte.

O Globo tem a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil. Vai conseguir dar conta do recado? Tem elenco para isso?
Realmente temos o calendário muito cheio, mas nós estamos buscando planejar da melhor maneira. Teremos a estreia do Estadual e logo depois já teremos um jogo da Copa do Nordeste e depois teremos uma sequência de três, quatro jogos do Estadual e aí já se decide muita coisa em relação ao primeiro turno, até porquê é uma competição de pontos corridos e teremos intercalados nesses jogos os jogos contra o ABC, inclusive na Copa do Nordeste. No primeiro turno nós teremos entre os jogos do Estadual dois jogos pela Copa do Nordeste, então é possível que dê para administrar, pois ali pelo meio já teremos uma nossa do Estadual e da Copa do Nordeste, depois tem o jogo contra o Ferroviário/CE e entra no segundo turno. Então, nós estamos dividindo por turnos os campeonatos Estadual e Regional e mais a Copa do Brasil que vem no final de janeiro em uma data isolada em jogo único e estamos trabalhando para que a gente possa dá conta com o nosso elenco que é otimizado, não trabalhamos com elenco inflados, o volume do nosso elenco diz respeito aos garotos da base que a gente vai trabalhando para ir formando. Mas, realmente, será um ano duro, novo para o Globo, um clube que tem um elenco reduzido, mas a gente acredita quer com nosso planejamento a gente dá conta do recado.

Entre essas competições vocês elegeram prioridade?
O Globo já é um clube que vem se destacando no cenário do Rio Grande do Norte e seria interessante em algum momento conquistar um título. Na Copa do Nordeste, quando participamos não nos classificamos e dessa vez nosso objetivo é classificar, assim como na Copa do Brasil. No caso da Série C do Campeonato Brasileiro, uma manutenção sem perder de vista a possibilidade de acesso seria muito interessante.

Como você avalia a organização do futebol potiguar ?
Nesse momento eu prefiro me atentar mesmo às questões técnicas, as equipes dentro de campo como treinador. Nessa questão política eu espero apenas que a gente tenha mais qualificação, para que pensem o nosso futebol da melhor maneira possível, para dar qualidade nas competições e que as equipes possam ter um poder maior de investimento e de participação nas competições.


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