Para técnico, Samara é o futuro

Publicação: 2019-08-01 00:00:00 | Comentários: 0
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Segundo Flávio Tinôco, que revelou a atleta, a dedicação foi fundamental para que ela atingisse o nível atual e estivesse entre as atletas da Seleção Brasileira. “Ela começou com cerca de 12 anos comigo. Grandona, desengonçada, mas muito dedicada. O treino dela começava 13h30 mas 12h ela já estava chegando ao ginásio. O último treino de 7h da noite a gente tinha que mandar ela para casa”, relembra.

Créditos: COBSamara Vieira (centro) recebendo a medalha de ouro, em LimaSamara Vieira (centro) recebendo a medalha de ouro, em Lima
Samara Vieira (centro) recebendo a medalha de ouro, em Lima

O técnico conta que levou Samara para o primeiro Campeonato Brasileiro, em 2004, no Mato Grosso do Sul. “Para irmos jogar eu pedi dinheiro com a equipe nos sinais de trânsito e chegando lá ela brilhou e na final fez um gol de falta que nem ela mesmo entendeu o que fez e fomos campeões brasileiros. Daí por diante só coisa boa aconteceu”, revela.

Em 2005 Samara foi para a Seleção Brasileira infantil, foi artilheira da equipe e escolhida a melhor jogadora. “Nessa época passei a ser técnico da Seleção infanto-juvenil para resolver o problema que a gente não ganhava da Argentina. Levei ela comigo e ela foi campeã pan-americana. Na seleção juvenil, contra a Argentina, o jogo estava empate e ela, mesmo com o braço machucado, soltou dois arremessos e fomos campeões Pan-americanos”, revela.

Segundo Tinôco, Samara foi a única jogadora brasileira que foi para a Europa sem precisar passar por São Paulo. “Fizemos um contrato com ela, os pais e ela foi jogar na Espanha, em Leon, onde ficou quatro anos”, diz. De lá ela esteva na Espanha, voltou ao Brasil e foi para a Alemanha. Saindo de lá Turquia e agora está na Romênia. “Ela tem um grande potencial. Defende e ataca muito bom. É uma jogadora universal. Como a comentarista falou na Sportv, ela é o futuro da Seleção”, concluiu.

Ginástica
O Brasil encerrou sua participação na ginástica artística, em Lima, com mais quatro medalhas e chegou a um total de 11 na modalidade, uma marca bastante expressiva, com quatro de ouro, quatro de prata e três de bronze É a melhor campanha da história no Pan, superando a marca do Rio, em 2007.

Ontem, o Brasil fez mais uma dobradinha, desta vez na barra fixa. Chico Barretto conquistou o ouro e Arthur Nory foi prata numa prova que os atletas nacionais foram bastante superiores e o lugar no pódio foi decidido em detalhes. Já Caio Souza conquistou a prata nas barras paralelas enquanto Flavia Saraiva foi bronze no solo em um julgamento polêmico, com pedido de revisão de nota do Brasil, mas que não adiantou.

Antes, o Time Brasil havia conquistado o ouro por equipes no masculino e bronze por equipes no feminino, o ouro com Caio Souza e prata com Arthur Nory no individual geral, o bronze de Flavia no individual geral, o ouro de Chico Barretto no cavalo com alças e a prata de Arthur Zanetti nas argolas.





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