Para vencer maior crise da história e o que há por vir

Publicação: 2020-05-20 00:00:00
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Cassiano Arruda Câmara

Enquanto não surgem as notícias de que o avanço do coronavírus está controlado, continuamos desperdiçando força, inteligência e dinheiro para definir competências formais na área dos governos. Enquanto o inimigo vai avançando e se fortalecendo.

Nós do RN estamos guardando quarentena, há 70 dias, desde que o enfrentamento ao coronavírus virou uma questão de emergência de saúde pública, no final de fevereiro; desde então Jair Bolsonaro já publicou cinco decretos estipulando quais são as atividades essenciais para o governo federal. O último deles incluiu academias, salões de beleza e barbearias no rol de segmentos liberados para funcionar em meio à pandemia.

Embora a determinação venha da União, estados e municípios têm autonomia para acatar a liberação ou não – e tanto possuem essa liberdade que o funcionamento de academias já estava liberado em quatro estados antes mesmo da sinalização do presidente.

ESSENCIAL. O QUE É ESSENCIAL
Noves fora salões de beleza, barbearias e academias de ginástica, o Governo de São Paulo definiu 45 Atividades Essenciais: 1-. Lavanderias; 2. Serviços de limpeza; 3. Hotéis;4. Serviços de construção civil;  5. Serviços veterinários e de venda de produtos farmacêuticos e alimentos para animais; 6. Serviços de entrega (delivery) e retirada de bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e similares; 7. Oficinas de veículos automotores, borracharias, bancas de jornal e serviços para manutenção de bicicletas; 8. Assistência à saúde, incluídos os serviços médicos, odontológicos, fisioterápicos, laboratoriais, farmacêuticos, e hospitalares; 9. Assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade; 10. Atividades de segurança pública e privada, incluídas a vigilância, a guarda e a custódia de presos; 11. 

Atividades de defesa nacional e de defesa civil; 12. Transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros e o transporte de passageiros por táxi ou aplicativo; 13. Telecomunicações e internet; 14. Serviço de “call center”; 15. Captação, tratamento e distribuição de água; 16. Captação e tratamento de esgoto e lixo; 17. Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e de gás; 18. Iluminação pública; 19. Produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, farmacêuticos, óticos, higiene, alimentos e bebidas; 20. Serviços funerários; 21. Guarda, uso e controle de substâncias radioativas, de equipamentos e de materiais nucleares; 22. Vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias; 23. Serviços de zeladoria e limpeza pública; 24. Prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais; 25. Inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal; 26. Vigilância agropecuária; 27. Controle de tráfego aéreo, aquático ou terrestre; 28. 

Compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras; 29. Serviços prestados por agências lotéricas, observadas as normas de higiene e segurança previstas neste decreto; 30. 

Serviços postais; 31. Transporte e entrega de cargas em geral; 32. Serviço relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados (data center) para suporte de outras atividades previstas neste anexo; 33. Administração tributária e aduaneira; 34. Transporte de numerário; 35. Fiscalização ambiental; 36. Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados; 37. Monitoramento de construções e barragens que possam acarretar risco à segurança; 38. Levantamento e análise de dados geológicos com vistas à garantia da segurança coletiva, notadamente por meio de alerta de riscos naturais e de cheias e inundações; 39. Mercado de capitais e seguros; 40. 

Cuidados com animais em cativeiro; 41. Atividade de assessoramento em resposta às demandas que continuem em andamento e às urgentes; 42. Atividades médico-periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e assistência social; 43. Atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares: 44. Outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico 

Federal indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade; 45. Atividades acessórias de suporte e a disponibilização dos insumos necessários a cadeia produtiva, relativas ao exercício e ao funcionamento dos serviços públicos e das atividades essenciais.

PROBLEMAS DO EPICENTRO
Em dois meses, o Brasil saiu do zero para 16.118 mortos (números do último domingo) – A primeira morte foi registrada dia 17 de março. De lá para cá estamos nos acostumando a contar corpos às centenas e a ver sistemas de saúde caminharem para o colapso. São 241 mil pessoas infectadas.

O Estado de São Paulo tem 62 mil infectados e quase cinco mil óbitos. Apesar dos recursos que dispõe, tronou-se o epicentro da crise de saúde.

São Paulo enfrenta um problema maior com a chegada da Pandemia à periferia, o que determina o colapso do sistema de saúde e a multiplicação de esforços para atender a demanda que vem se multiplicando. Nosso maior Estado é colocando juntamente com Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Amazonas entre os Estados que mais preocupam o Brasil, onde existe uma unanimidade: - a Pandemia é a maior crise vivida pelos brasileiros em todos os tempos.

O QUE HÁ POR VIR
Se é comparando que o povo entende (com licença do dr. Lavoisier), qual a outra crise mundial que chegou até aqui? – A 2ª Guerra Mundial?

Fernando Gabeira se encarregou de fazer essa comparação. Na 2ª Guerra, o Brasil perdeu 471 homens e teve 12 mil feridos. – A Pandemia, como já vimos, passou dos 16 mil mortos e dos 240 mil contaminados. E ainda não se sabe tudo o que está por vir.







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