Parkinson não tem cura, mas tem tratamento

Publicação: 2019-04-28 00:00:00 | Comentários: 0
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A Doença de Parkinson mudou a vida do tecnólogo Domingos Sávio de Azevedo Cabral, 69, e depois do diagnóstico e início do tratamento no Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS) e no  Instituto Santos Dumont (IDS), que faz atendimento a pacientes da VII Região de Saúde, que compreende os municípios da Região Metropolitana de Natal.

Mobilização marca o Dia Mundial da Doença de Parkinson
Mobilização marca o Dia Mundial da Doença de Parkinson

Há dez anos com a doença, Domingos Sávio participou neste sábado (27), no Parque das Dunas, das atividades pelo Dia Mundial da Doença de Parkinson, promovidas pelo CEPS, IDS e UFRN. 

Domingos Sávio fez há 60 dias, uma cirurgia neurológica que atenua os sintomas do Parkinson. “Melhorei 90% dos tremores”, disse comemora. A cirurgia, comentou, ele que há dez anos tem a doença, beneficia mais de 40 movimentos dentro do sistema motor.  “Agora, os tremores foram reduzidos”, disse. 

A comerciante Alenusck Gurgel, 53, passou por um trauma devido a um assalto e começou a notar tremores nas mãos. “Pensei que era por causa disso”, afirmou. Mas, com o passar do tempo notou as mudanças no corpo, aos 49 anos. Com a persistência começou a desconfiar do Parkinson. Procurou ajuda médica e foi diagnosticada, uma diferença grande na sua qualidade de vida. 

“Graças a Deus tenho uma família e amigos que me ajudam no dia a dia”, comentou ao falar sobre a importância da compreensão e participação de familiares e amigos no processo de convivência com o Parkinson. 

ATENDIMENTO
A gerente do CEPS, Lílian Lisboa, explicou que desde 2017 o Instituto Santos Dumont atende pacientes de Parkinson no centro de reabilitação, em Macaíba, mas com atuação nos municípios de Natal, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, Extremoz e Macaíba, que compõem a Região Metropolitana. “É importante lembrar que o atendimento é 100%% SUS”.

O processo de atendimento é importante para que que cada vez mais cedo, a partir do diagnóstico, o paciente comece a fazer tratamento multiprofissional, explicou a fonoaudióloga Marília Pinheiro, que trabalha a reabilitação dos movimentos faciais que provocam rigidez da face, além de outros sintomas como os tremores, constipação, incontinência urinária e outros que afetam a qualidade de vida do paciente. 
Segundo o neurocirurgião Hougelle Simplício, do ISD, 1% da população mundial é atingida pelo Parkinson. O diagnóstico, disse, é feito através da avaliação clínica. Não existem exames detectar o problema. 

Em alguns locais, como na região Oeste e Alto Oeste, do Rio Grande do Norte, devido a atividade agrícola e o uso de agrotóxicos, 2% dessa população rural é atingida de muitos desenvolvem o  sintoma parksoniano secundário, que apresenta os mesmos sintomas da Doença, também não em cura, mas pode ser controlado pelo tratamento continuado com medicamentos e atendimento multiprofissional com terapias ocupacionais, neuropsicologia e psicólogos. 

O tratamento é feito por um tripé: medicação, reabilitação e cirurgia. No caso das cirurgias é preciso uma avaliação  e somente 20% dos pacientes são indicados. 

A professora do curso de Fisioterapia da UFRN, Tatiana Ribeira, disse que há três anos o departamento atende pacientes de Parkinson. O tratamento, explicou, melhora os movimentos porque os pacientes têm uma redução na quantidade e na qualidade dos movimentos. 








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