Parque Tecnológico do RN tem empresas estabelecidas

Publicação: 2019-08-13 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
NUMEROS - TECNOLOGIA

Ícaro Carvalho
Repórter

O Parque Tecnológico Metrópole Digital, criado em 2017 para atrair, desenvolver e expandir a atuação de empresas da área da Tecnologia da Informação instaladas no Rio Grande do Norte, é um lugar não destinado somente às startups, mas também às empresas já estabelecidas no mercado. Dos 46 negócios em operação e acompanhados pelo Parque Tecnológico, 29 são do mercado externo e 17 são oriundos de incubações no Instituto Metrópole Digital (IMD), numa área da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde está instalado o Parque.

Local atrai empresas de vários portes com proposta de desenvolver a atuação na área de Tecnologia da Informação
Local atrai empresas de vários portes com proposta de desenvolver a atuação na área de Tecnologia da Informação

Um desses exemplos é a Interjato Soluções, que atua no setor de serviços de tecnologia e conectividade. Em 2008, por questões financeiras, a empresa chegou a vender a base de clientes para uma concorrente e precisou voltar ao mercado aos poucos. Dez anos depois, a organização ingressou no Parque buscando o diálogo com novas empresas e soluções.

“Foi uma proposta de tentar estar mais perto da academia. Já temos uma parceria forte com a UFRN, fazemos a manutenção da Rede Giga Metrópole, agora viemos para estar mais perto ainda. Nossa empresa, que veio antes da Interjato, foi a pioneira aqui no Estado, primeiro provedor de internet, em 1995. Temos esse DNA de inovação e aqui dentro do Parque a gente entende que vai ficar muito mais fácil de interagir com outras empresas, de executar isso”, disse o CEO, Erich Rodrigues. A projeção de lucro da empresa é de R$ 25 milhões para 2019. Ao todo, 1.900 clientes estão na rede.

A organização ingressou no Parque há um mês, quando trouxe suas instalações para o bairro de Candelária, um dos cinco que abarcam o conglomerado tecnológico. Uma vez instalados, diversos incentivos são dados às empresas, como redução de 5% para 2% da alíquota do Imposto Sobre Serviço (ISS), redução de 30% no Imposto de Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITIV), além de redução de IPTU e isenção total na licença de localização às empresas de Tecnologia da Informação e Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) que se implantarem em parques tecnológicos.

Erich Rodrigues cita ainda que, embora a empresa tenha chegado há pouco tempo no Parque Tecnológico, já houve um diálogo inicial e a submissão para um projeto de pesquisa na Softex, instituição que representa em âmbito nacional o setor de TI brasileiro. Entre quase 150 empresas, a organização foi uma das 50 selecionadas.

“Estamos bastante animados com essas possibilidades, inclusive, de que a gente tenha, nessa interação com o ecossistema local, as empresas incubadas e outras empresas do Parque, que a gente consiga fazer uma grande soma. Nós entendemos que muitas coisas que a gente pode demandar dessas empresas e elas podem demandar serviços da nossa parte”, opina.

Parque
O Parque Tecnológico Metrópole Digital viu o número de empresas na área triplicar em dois anos. Esses prestadores de serviços que atuam no desenvolvimento de softwares, tecnologia e criação de aplicativos saltou de 15 para 46. Ao todo, elas empregam 700 profissionais, que, em alguns casos, exportam produtos e serviços para outros Estados e até para outros países.

Além das vantagens fiscais, há condições favoráveis para as empresas que se credenciam na sua estrutura, como por exemplo, uma ampla oferta de serviços na área de Tecnologia da Informação. Aliado a isso, a concentração geográfica de empresas de TI proporciona uma comunicação maior entre as empresas, criando oportunidades e otimizando o processo de aprendizado, parcerias e negócios.




continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários