Parte das Forças Armadas pode permanecer no Estado

Publicação: 2018-01-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Mesmo após o fim da paralisação da Polícia Civil, Militar e dos Bombeiros Militares no Rio Grande do Norte, o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira (11) em uma rede social que caso seja necessário e o Presidente Michel Temer determine, mil militares poderão permanecer no Estado. A Operação Potiguar III está prevista para encerrar nesta sexta-feira (12), com a retirada de todos os 2.800 militares enviados pelas Forças Armadas ao RN.

Iniciada no dia 29/12, a Operação Potiguar III termina hoje, quando maior parte da tropa das Forças Armadas deve deixar o RN
Iniciada no dia 29/12, a Operação Potiguar III termina hoje, quando maior parte da tropa das Forças Armadas deve deixar o RN

Na sua conta no Twitter, Jungmann escreveu que “Com o fim das greves das polícias do RN, a ação das FAs (GLO) se encerrará dia 12”. “Porém, 1.000 militares permanecerão lá, em condições de pronto emprego, caso se faça necessário e o presidente determine. Missão cumprida”, completou. De acordo com o Gabinete Civil do Estado e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, não existe nenhum pedido oficializado para a permanência do Exército Brasileiro no RN.

A polícia do RN entrou em acordo com o Governo do Estado no dia 9 de janeiro, quando o Governador Robinson Faria (PSD), assumiu o compromisso de não abrir processos administrativos contra a categoria e efetuar o pagamento do mês de dezembro no próximo dia 12. O governo assinou um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) com 25 cláusulas.

Em Natal, o Centro de Operações Interagência, uma espécie de centro de comando existente no interior da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, contra o controle da Operação Potiguar III. Da sala com representantes de todos os órgãos integrados na força-tarefa, como Exército, Marinha, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, entre outros, partem as ações vistas pela população nas ruas de Natal e região metropolitana. Há monitores onde os operadores monitoram as ocorrências registradas no Ciosp, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, e também o chamado Sistema “Pacificador”, das Forças Armadas.

As forças de segurança federal possuem o apoio aéreo de dois helicópteros, tendo um deles equipamento de captação de imagens aéreas, até mesmo noturnas. Segundo o comando operacional, um dos sucessos da força-tarefa foi ter aumentado a quantidade de ocorrências registradas no Ciosp atendidas. Houve um salto de 4% para até 50% o número de ocorrências atendidas pelas equipes nas ruas.

Essa é a primeira operação interagências (ou seja, entre diversos órgãos de segurança pública) coordenada diretamente pelo Ministério da Defesa na história da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Esta é uma política implantada pelo governo federal que concede às Forças Armadas o poder de polícia, quando há o esgotamento das forças de segurança pública estadual. Essa é a terceira vez que a medida é imposta no estado desde o início da gestão Robinson Faria.

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