Passeios com memórias afetivas

Publicação: 2019-05-17 00:00:00 | Comentários: 0
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A jornalista Maiara Cruz vive em Natal há mais de dez anos, mas confessa que Currais Novos nunca saiu dela. “Todo mundo deveria ter a oportunidade de passear pelas ruas do interior, sem pressa, observando as pessoas nas calçadas, as ruas mais limpas e o tempo, que passa mais devagar”, diz ela, que já passou pelas redações do Nominuto e InterTV, e atualmente se dedica a sua própria assessoria de imprensa, a Comunicato. Entre uma fugida e outra para o Seridó (onde seus pais ainda moram), a jornalista aproveita para saborear o que tem de melhor entre a capital e o interior.

Maiara Cruz, jornalista
Maiara Cruz, jornalista

A gastronomia, uma cultura seridoense forte, é também memória afetiva para Maiara. Há sete anos ela descobriu que teria de conviver com certas restrições alimentares, ela precisou criar uma nova relação com a comida. “Você já imaginou uma pessoa que viveu à base de queijo de manteiga, tareco e pão recife receber uma notícia dessas? Passei alguns anos para aceitar essa nova realidade e precisei ressignificar minha relação com a comida. Através dessa limitação, passei a descobrir novos sabores e, principalmente, lugares em Natal que entendem que a comida vai muito além do comer. E para tentar ajudar outras pessoas que também passam pela mesma situação, resolvi criar um perfil no Instagram chamado Comer Sem Medo.

A ideia era fazer um guia digital com as opções em Natal, mas ela acabou indo muito além disso. Uma das descobertas mais recentes foi o Libre Vegan. Um café vegano, localizado no bairro de Candelária que, além de servir os produtos sem nada de origem animal, também oferece opções sem glúten. É um lugar excelente para sentar, tomar um café e ler um livro. Um outro café que também costumo ir com  frequência é o Fitneza. Todas as opções servidas nele são sem glúten, mas se eu tivesse que escolher apenas uma opção, com certeza seria a torta vegana de Oreo.

Mas nem só de comida a gente vive. Aproveito alguns finais de semana para acompanhar meu marido nas rodas de samba do Preto no Branco. Enquanto ele toca, me reúno com as amigas para tomar um drink. A gente sempre faz o circuito dos bares 294, Curió e Balada. Para dançar, o destino é o Redação.

Nos finais de semana que pedem descanso (confesso que esses são os mais frequentes), prefiro ficar em casa assistindo séries e colocando a leitura em dia. O livro que terminei recentemente foi 'Americanah', da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.

As saídas para jantar são sempre para lugares que atendam a mim e às pessoas que estão comigo. Quanto mais natural a comida, maior a probabilidade de ter opções sem leite e sem glúten. Sushi houses são unanimidade. Recentemente visitamos o Makê e a experiência foi surpreendente. Se a gente parar para olhar, a Natal que comecei a redescobrir nesses últimos anos já evoluiu muito na gastronomia voltada para restrições alimentares. Hoje posso dizer que tenho à disposição diversas empresas que se preocupam e investem nesse público.”





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