Patrocinadores deixam o ABC

Publicação: 2020-03-26 00:00:00
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Se não bastassem os percalços causados ao clube devido à questão da pandemia provocada pelo coronavírus, o ABC acaba de arranjar mais dois problemas. Duas empresas da pasta de patrocinadores do clube suspenderam o patrocínio por tempo indeterminado, a Sterbom e a Brisanet. 

Créditos: ReproduçãoA falta de jogos devido ao Covid 19 teria sido a causa da saídaA falta de jogos devido ao Covid 19 teria sido a causa da saída


A direção de ambas empresas alegaram dificuldades frente às incertezas do novo cenário econômico mundial, retirando parcelas importantes do orçamento alvinegro para o cumprimento dos compromissos assumidos com o clube, que acaba de anunciar uma lista de demissões, envolvendo 30 funcionários.

Em comunicado, os controladores das duas empresas descolaram a suspensão do patrocínio à atitude da diretoria de demitir funcionários, em plena crise e num cenário de tantas incertezas. Mas por outro lado, a fuga dos patrocinadores do clube ocasionada pela suspensão das competições oficiais, foi uma das justificativas apontadas pelo vice-presidente do ABC, Bira Marques, para o ato extremo tomado na última segunda-feira.

O dirigente apoiou a medida tomada pelo presidente Fernando Suassuna, ressaltando que o clube, devido à escassez de recursos, não teria como cumprir a obrigação assumida com os seus funcionários.

Ontem começou a circular um áudio nas redes sociais, de uma conversa envolvendo o roupeiro Joca, que acabou de completar 50 anos de trabalho no alvinegro, reclamando ao presidente do conselho deliberativo abecedista, Cláudio Emerenciano, da forma em que havia sido demitido pela diretoria. Comunicado apenas pelo Whatsapp e informado que receberia apenas os dias trabalhados.

O clube está ciente da medida extrema, mas deixou em aberto a possibilidade de recontratação de alguns dos funcionários demitidos, quando abaixar a poeira dessa crise que assola o futebol. Bira Marques salienta que mesmo sem verbas para quitar as rescisões, nenhum dos funcionários afetados correrá o risco de ficar desamparado, uma vez que todos terão direito ao seguro desemprego.

Se em termos financeiros o ABC só possui do que se lamentar, em termos de cuidado com a saúde o clube está tranquilo. Nenhum integrante alvinegro foi diagnosticado com a Covid-19, os dois casos suspeitos, tiveram resultado do exame negativo, entre os quais estava o técnico Francisco Diá. "O coronavírus é uma ameaça, mas as medidas de prevenção que estamos implantando no clube vem dando resultado. Até o momento não registramos nenhuma contaminação, mas é importante que todos continuem seguindo as regras de segurança, não se pode relaxar nem um segundo", afirmou o médico Roberto Vital.

Com a suspensão temporária dos trabalhos no departamento de futebol, o único setor que continua em operação no Alvinegro é o médico. A medida é necessária para manter o tratamento dos atletas que estão se recuperando de contusão. "Optamos por manter o tratamento dos atletas que estão em recuperação de lesões nas dependências do próprio ABC para que eles tenham uma atenção maior. Creio que não haja problema neste sentido pelo fato de virmos cumprindo todas as determinações de proteção contra o coronavírus e também pelo fato do número de pessoas circulando pelo local ser bastante reduzido. Casos como o de Wallyson e João Paulo, por exemplo, necessitam ser muito bem acompanhados" ressaltou o diretor médico abecedista, Roberto Vital.


Atualizada às 14h31



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