Pelo menos 10,3 toneladas da droga saíram de Natal

Publicação: 2019-05-14 00:00:00 | Comentários: 0
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A empresa francesa CMA CGM, única armadora que opera no Porto de Natal para exportação de frutas para a Europa, após as apreensões realizadas no mês de fevereiro, chegou a suspender as atividades durante o mês de março. Na ocasião, justificou a paralisação devido à "situação precária" que facilita a "contaminação" de cargas com "altas quantidades de substâncias ilícitas". As exportações só foram retomadas no dia 8 de abril.

O retorno das operações da CMA CGM foi considerado pelo Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex) um "voto de confiança" dado à Codern. No momento, a produção de frutas no RN atravessa um período de entressafra, e a expectativa dos produtores é que as medidas de segurança sejam efetivadas até o mês de agosto, quando inicia a colheita de várias culturas.

Pelo menos desde 2017,  segundo a Polícia Federal, o Porto de Natal serve de rota para o tráfico internacional de drogas que chega na Europa através dos portos da Holanda e da Espanha.

A  movimentação financeira de 10,3 toneladas de cocaína, quantidade apreendida que foi embarcada no Porto de Natal entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, é de pelo menos R$ 1,3 bilhão segundo estudo do centro de pesquisa sobre o crime organizado Insight Crime – que considera que o quilo da droga vale 35 mil dólares. Toda a cocaína escoada através do Rio Grande do Norte foi produzida por cartéis da Bolívia, Peru e Colômbia afirmou a Polícia Federal, que identificou 'logomarcas' de traficantes contidas nos pacotes apreendidos.

O porto de Roterdã, na Holanda, é visto como ponto ideal para distribuir a droga para todo o continente devido à posição geográfica e a infraestrutura. Cerca de 7,5 toneladas foram interceptadas pela polícia em Roterdã em quatro operações no período.






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