Pesquisa avança no caso da epilepsia

Publicação: 2018-09-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Os avanços científicos pelo uso de substâncias derivadas da maconha no Rio Grande do Norte dependem de uma plantação particular usada por uma paciente com Parkinson, liberada pela Justiça Federal. Na contramão de países vizinhos, como é o caso do Uruguai, a proibição de plantio para pesquisas científicas retardam descobertas e reverbera preconceitos.

O professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Cláudio Queiroz, explicou que atualmente o grupo de cientistas avança em relação a pesquisas sobre Epilepsia associadas ao extrato da Cannabis Sativa,  nome científico da maconha.  "O canabidiol vem sendo apontado como uma substância que poderia ser empregada no tratamento das epilepsias de difícil controle, ou seja, as que os pacientes apresentam crise mesmo fazendo uso de vários fármacos consolidados no mundo científico", explicou Cláudio.
Cientistas do Instituto do Cérebro estudam os canabinóides a partir de extrato produzido, com autorização judicial
Cientistas do Instituto do Cérebro estudam os canabinóides a partir de extrato produzido, com autorização judicial

Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal determinou que a União, o Estado do Rio Grande do Norte e as prefeituras de Natal e Parnamirim forneçam o “Hemp Oil (RSHO) – Canabidiol (CBD)” a todos os pacientes do estado que comprovem a necessidade de uso por meio de receituário médico. Segundo a decisão, o medicamento deve ser distribuído, ainda que não conste na lista oficial do Ministério da Saúde.

Há três anos, os produtos derivados da maconha foram prescritos por mais 800 médicos brasileiros. Cada paciente também precisa solicitar liberação à Anvisa para adquirir o medicamento. Nos dias atuais, 4.617 pessoas já têm autorização para importar para uso próprio. Os dados são da  Anvisa e foram obtidos via Lei de Acesso à Informação pela Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD), uma rede de diversas organizações não-governamentais que discute a questão das drogas.

O processo para conseguir o produto não é simples - é preciso obter uma receita especial com o médico e passar por diversas etapas de autorização da Anvisa para a importação. Com a liberação em mãos, é possível comprar os produtos em sites internacionais e encaminhar a permissão de entrada para a Receita Federal.

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