Pesquisa da UFRN analisa relação entre Chikungunya e perda de memória

Publicação: 2019-12-03 15:22:00 | Comentários: 0
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O Departamento de Infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza uma pesquisa para analisar a relação entre a chikungunya e a perda de memória. O público-alvo do estudo são pessoas com mais de 60 anos de idade que foram acometidas pela arbovirose.

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da chikungunya, dengue e zika vírus

De acordo com o professor Kleber Luz, um dos responsáveis pela pesquisa, o estudo contará com a participação de voluntários, que serão submetidos a testes para avaliação da memória. “Acreditamos que é possível que o vírus chikungunya tenha afetado a memória das pessoas. Então no estudo as pessoas serão submetidas a um questionário e uma avaliação da médica Dra. Vanessa Giffoni, que está participando da pesquisa, e depois participará por uma bateria de testes com psicólogos da UFRN.”

Os testes serão realizados ao longo do mês de dezembro no Instituto de Medicina Tropical da UFRN. Cada sessão deve durar entre uma hora e meia e duas horas. Os pesquisadores esperam ter os primeiros resultados até abril de 2020, quando os voluntários serão comunicados e orientados a possíveis tratamentos.

Chikungunya
O Rio Grande do Norte é um dos estados com maior número de casos de chikungunya no Brasil. O Estado registrou mais de 12 mil casos em 2019, com média de 348 a cada cem mil habitantes, ficando atrás somente da incidência no Rio de Janeiro. O RN possui também a maior incidência de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti do Nordeste. As informações são do o boletim epidemiológico divulgado pelo ministério da Saúde em Novembro, com dados colhidos entre 30 de de dezembro de 2018 e 13 de outubro deste ano.

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti, mas também pode ser transmitida por outros insetos. Os principais sintomas são náuseas, vômitos, febre e fortes dores nas juntas. O  tratamento é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e antinflamatórios para aliviar febre e dores. É comum que as dores nas juntas permaneçam por um certo tempo, mesmo após a eliminação dos outros sintomas. Por isso, em alguns casos é recomendada fisioterapia.




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