Economia
Petróleo amplia exportações no Rio Grande do Norte
Publicado: 00:00:00 - 14/05/2021 Atualizado: 23:07:49 - 13/05/2021
O envio de mercadorias potiguares para o mercado internacional atingiu no mês passado o melhor resultado dos últimos cinco anos. As exportações do Rio Grande do Norte chegaram a um volume de US$ 61,5 milhões negociados. Esse valor representa um crescimento de 572% em comparação ao mês de abril de 2020, quando as exportações somaram apenas US$ 9,1 milhões. Significa também um aumento superior a 265% em relação ao mês anterior, já que em março o desempenho das remessas de produtos do RN não foi tão positivo, ficando em US$ 16,8 milhões.

Alex Régis
Petróleo não era um item importante da pauta de exportações do Estado. Sebrae vê setor com “possibilidade de negócios”

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A alta nas exportações foi puxada principalmente pelo aumento circunstancial das remessas de fuel oil (petróleo), que, no mês, chegaram a US$ 43,6 milhões – quase 71% do volume total exportado pelo Rio Grande do Norte em abril. Os demais produtos da pauta de exportação potiguar mantiveram-se nos níveis semelhantes a abril de anos anteriores. Os principais produtos foram melões (US$ 2,9 milhões), produtos de origem animal (US$ 2,6 milhões) e resíduos de cobre (US$ 1 milhão).

O aumento atípico das exportações de petróleo, que até então não aparecia como um dos itens principais e chega ao quadrimestre com um volume expressivo, pode estar relacionado às exportações do petróleo produzido no RN. De acordo com as informações da RedePetro-RN, a produção média no Rio Grande do Norte é de 35 mil barris por dia e, como o refino de petróleo na indústria nacional está em retração e o país tem optado pela importação dos combustíveis derivados, a tendência natural é que esse óleo seja exportado. No caso do RN, em abril, o produto teve como destino a Holanda e Singapura.

“Essa operação de petróleo com os mercados de Holanda e de Singapura foi atípica e muito significativa. Uma exportação de 43 milhões de dólares, que não é comum, mas mostra as possibilidades que o negócio de petróleo e gás ainda pode ter para a economia do Rio Grande do Norte”, avalia o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto.

O desempenho do Rio Grande do Norte no mercado internacional em abril,  integra o Boletim de Balança Comercial do RN, divulgado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte ontem. O informativo é mensal e traz os principais dados envolvendo as exportações e importações no estado.

De acordo com a publicação, as importações em abril somaram cerca de US$ 20,5 milhões, principalmente pela aquisição de trigo e centeio (US$ 4,9 milhões), torres e pórticos de aço (US$ 4,2 milhões), cloreto de vinila (US$ 2,2 milhões) e sementes de melão (US$ 617 mil). O total importado no mês representa um crescimento de 77,4% em relação a abril de 2020, quando as importações potiguares foram de US$ 11,5 milhões. Em comparação a março deste ano, o crescimento foi de 38%.

Por isso, a balança comercial do Rio Grande do Norte fechou o mês com um saldo superior a US$ 41 milhões, uma variação cima de 2.000% no comparativo com abril do ano passado, quando a balança foi deficitária em US$ 2,4 milhões. Com esse resultado, o Rio Grande do Norte acumula até abril deste ano um total em exportação de US$ 134,8 milhões, e US$ 112 milhões em importações. O saldo da balança no quadrimestre é de US$ 22,4 milhões.

Déficit em março
Já em março as exportações do Rio Grande do Norte tiveram o pior resultado do ano. Os envios de mercadorias para o mercado internacional não ultrapassaram o volume de US$ 16,7 milhões, bem abaixo do comercializado nos dois meses anteriores, quando a margem de negociação girou acima do patamar de US$ 27 milhões. As importações do mês também ficaram abaixo do verificado anteriormente, com valores da ordem de US$ 14,8 milhões. 

A exportação de produtos, como melões (US$ 5 milhões), sal (US$ 1,9 milhão), pescado (US$ 1,1 milhão) e tecidos de algodão (US$ 996 mil), chegou em março a US$ 16,7 milhões. Essas cifras estão bem abaixo do que o estado comercializou em janeiro (US$ 27,1 milhões) e em fevereiro (US$ 29,1 milhões). Uma queda do mês foi de 52,7% comparando com o mesmo mês do ano passado. 

Já as importações em março também apresentaram declínio de um mês para outro. No terceiro mês do ano, o RN importou US$ 14.89 milhões em mercadorias, contra US$ 15,7 milhões em fevereiro. Entre os principais produtos, estão as misturas de trigo (US$  3,6 milhões), coque de petróleo (US$ 1,3 milhão) e equipamentos de circuito elétrico ( US$ 600 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, as importações subiram 5,4% em março em comparação com o mesmo período de 2020. 









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