Petrobras propõe acordo bilionário em Nova York

Publicação: 2018-01-04 00:00:00 | Comentários: 0
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A Petrobras propõe um acordo para encerrar a ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos, com o pagamento de 2,95 bilhões de dólares. Em reais, o valor se aproxima dos 10 bilhões e é seis vezes maior do que a empresa já recuperou com a Operação Lava Jato. O custo do acordo trará impacto no resultado do quarto trimestre de 2017, explica a companhia. A proposta será submetida à apreciação do juiz da Corte Federal de Nova York.

Com esse acordo elimina-se o risco de um julgamento desfavorável, “o que poderia causar efeitos materiais adversos à companhia e a sua situação financeira" e “põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva", segundo expõe a petroleira em nota ao mercado, divulgada nesta quarta-feira, 3.

A proposta para o encerramento da ação é pagar o montante em três parcelas, sendo duas de 983 milhões de dólares e a última de 984 milhões de dólares. A primeira parcela será paga em até dez dias após a aprovação preliminar do juiz, a outra em até dez dias após a aprovação final e a terceira em até seis meses ou 15 de janeiro de 2019, o que ocorrer por último.

A Petrobras reforça sua condição de vítima do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, do qual diz ter recuperado R$ 1,475 bilhão no Brasil até o momento. “O acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras. No acordo, a companhia expressamente nega qualquer responsabilidade. Isso reflete a sua condição de vítima dos atos revelados pela Operação Lava Jato, conforme reconhecido por autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal", afirma a companhia em fato relevante.

Segundo o comunicado, as partes pedirão à Suprema Corte norte-americana que adie, até a aprovação final do acordo proposto, a decisão quanto à admissibilidade de recurso apresentado pela Petrobras, o que estava previsto para esta sexta-feira, dia 5.

“O acordo atende aos melhores interesses da Companhia e de seus acionistas, tendo em vista o risco de um julgamento influenciado por um júri popular, as peculiaridades da legislação processual e de mercado de capitais norte-americana, bem como o estágio processual e as características desse tipo de ação nos Estados Unidos, onde apenas aproximadamente 0,3% das class actions relacionadas a valores mobiliários chegam à fase de julgamento", informa a companhia.


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