Petrobras vende 34 campos no RN por R$ 1,5 bilhão

Publicação: 2019-04-26 00:00:00 | Comentários: 0
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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 25, que assinou nesta data três contratos de compra e venda para alienação de ativos no valor total de US$ 10,3 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões).  Entre eles está a negociação de 34 campos maduros de produção de petróleo no Oeste do Rio Grande do Norte que já chegaram a ser negociados com a 3R Petroleum no segundo semestre do ano passado.

Petrobras reduziu exploração no Estado e gerou desemprego e queda na arrecadação de impostos
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O valor da operação que prevê a cessão de participação em 34 campos terrestres no Rio Grande do Norte é de US$ 384,2 milhões (R$ 1,516 bilhão na cotação atual) a serem pagos em três parcelas: US$ 28,8 milhões pagos nesta quinta-feira; US$ 293,9 milhões na data de fechamento, sem considerar os ajustes devidos; e US$ 61,5 milhões como earn-out vinculado à aprovação, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da extensão do prazo contratual de 10 das 34 concessões objeto da transação.

Segundo a Petrobras, Petrorecôncavo, que apresentou a segunda melhor oferta do processo competitivo, foi selecionada após a desclassificação da empresa 3R Petroleum, que não efetivou o pagamento da primeira parcela do acordo prevista para 7 de dezembro do ano passado.

“Todas as concessões são 100% Petrobras à exceção dos campos de Cardeal e Colibri onde a Petrobras detém 50% de participação, tendo a Partex como operadora com 50% de participação, e dos campos de Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso onde a Petrobras tem 70% de participação, tendo a Sonangol como operadora com 30% de participação", diz a empresa.

As 34 concessões são campos maduros em produção há mais de 40 anos, com ampla dispersão geográfica, localizados a cerca de 40 quilômetros ao sul da cidade de Mossoró. Os campos foram reunidos em um único pacote denominado Polo Riacho da Forquilha, cuja produção atual é de cerca de 6 mil barris de petróleo por dia.

O projeto foi fruto de processo competitivo e faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, estando alinhada ao Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, que prevê a contínua gestão de portfólio, com foco em investimentos em águas profundas no Brasil.

A estatal afirma que as três operações estão em consonância com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras e alinhadas ao Decreto 9.188/2017, que estabelece o regime especial de desinvestimentos das sociedades de economia mista federais, e ao Decreto 9.355/2018 que dispõe sobre o procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, conforme aplicável.

3R Petroleum
No dia 26 de janeiro deste ano, a TRIBUNA DO NORTE antecipou que a exploração dos 34 campos maduros de produção terrestre de petróleo seriam feitas por uma nova empresa. A reportagem teve acesso a informações, obtidas através de diferentes fontes, que a empresa 3R Petroleum, vencedora do processo seletivo para cessão dos poços efetivada pela Petrobras ao longo de 2018, desistiu da operação por insuficiência financeira.

A empresa teria que arcar com investimentos de US$ 453,1 milhões. A primeira parte deles, correspondente a 7% do valor global do contrato, US$ 34 milhões, deveria ter sido depositada na conta da Petrobras em 7 de dezembro passado, o que não ocorreu. A PetroRecôncavo e Geopark, empresas que ocuparam o segundo e o terceiro lugares na concorrência, deveriam ser convocadas pela estatal.

“Aconteceu o que todos nós sabíamos. Era impossível essa empresa pagar o preço do contrato firmado em mais de R$ 1,5 bilhão”, disse o secretário-executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip), Anabal Santos Júnior à época. Insistentemente procurada para se posicionar sobre o assunto na ocasião, a Petrobras não respondeu ao e-mail enviado pela reportagem.

Por questões de confidencialidade impostas no certame que resultou na escolha da 3R Petroleum, os representantes da PetroRecôncavo, Marcelo Campos Magalhães (presidente) e da Geopark, Lívia Valverde (country manager Brazil) não comentaram o caso à época.









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