PF prende 8 pessoas e apreende R$ 2,4 milhões, 8 veículos e 6 armas

Publicação: 2020-10-28 00:00:00
Uma vasta quantia em dinheiro vivo,a armas de grosso calibre e produtos importados por uma organização criminosa com atuação no Rio Grande do Norte e outros Estados brasileiros foram apreendidos pela Polícia Federal nesta terça-feira (27) em Areia Branca, Mossoró e Tibau. Somente em cédulas de real foram apreendidos R$ 2.427.895,00 em poder dos criminosos. Há ainda cheques e moedas estrangeiras sendo contabilizadas pela Polícia Federal. A Operação Falsos Heróis investiga a atividade de uma organização criminosa voltada ao contrabando de cigarros e outros produtos falsificados.

Créditos: Divulgação/Polícia FederalPolícia Federal foi surpreendida com a vasta quantia de dinheiro em espécia encontrada com os membros da organização criminosaPolícia Federal foi surpreendida com a vasta quantia de dinheiro em espécia encontrada com os membros da organização criminosa

De acordo com a Polícia Federal, 170 policiais federais atuaram no cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão preventiva. No RN, Mossoró, Areia Branca e Tibau foram cidades com mandados em execução. A operação atuou, também, no Pará (Belém e Ananindeua) e São Paulo (capital), além de ter sido determinado o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão com relação a outros nove investigados, bem como o sequestro judicial de 22 contas bancárias.

Dentre os investigados, constam empresários, policiais civis do Rio Grande do Norte, além de um secretário municipal da cidade de Areia Branca/RN. As diversas diligências realizadas no curso da investigação permitiram identificar a existência de uma organização criminosa bem estruturada, cujo modus operandi consiste no transporte naval de produtos contrabandeados (cigarros, vestuário e equipamentos eletrônicos falsificados) com origem no Suriname. 
Esses produtos são internalizados de forma clandestina em pontos da costa dos municípios potiguares de Areia Branca, Porto do Mangue e Macau, sendo posteriormente transportados para diversos Estados, principalmente São Paulo, onde são comercializados em locais notadamente conhecidos por esta prática.

Somente entre os anos de 2018 e 2019, a organização criminosa movimentou cerca de 185 milhões de reais, revelando a alta lucratividade da empreitada criminosa.  Os crimes imputados são os de contrabando qualificado (art. 334-A, §3º, CP) e organização criminosa armada (art. 2º, § 2º, e § 4º, incisos II e V, da Lei 12.850/2013), cujas penas, somadas, podem ultrapassar a 23 (vinte e três) anos de prisão.

Batizada de 'Falsos Heróis', como referência as embarcações com nomes de heróis utilizadas para transporte das mercadorias, a operação contou com apoio da Receita Federal e da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI).