PGR apresenta denúncia contra José Agripino ao STF

Publicação: 2017-09-14 00:00:00 | Comentários: 0
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A Procuradoria Geral da República denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), em um inquérito aberto a partir da Operação Lava Jato. A informação foi divulgada, inicialmente, pelos portais G1 e Congresso em Foco. A investigação está sob sigilo e, por este motivo, o teor da denúncia não foi divulgado. Além desta investigação, o parlamentar responde a outros três inquéritos no STF.

José Agripino lembra, ao divulgar nota, que contribuições de pessoas jurídicas eram legais
José Agripino lembra, ao divulgar nota, que contribuições de pessoas jurídicas eram legais

Na inquérito da nova denúncia que foi apresentada, o senador Agripino Maia é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação foi aberta com base em indícios de que senador teria combinado pagamento de propina com executivos da OAS para construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo. O ministro Luís Roberto Barroso é responsável pelo caso no tribunal. O inquérito foi aberto em 2015.

Durante as investigações, segundo informações noticiadas pelo portal Congresso em Foco, foram apreendidos telefones celulares do presidente da OAS, Leo Pinheiro. Nos aparelhos foram descobertas trocas de mensagens entre o empresário e Agripino. Além disso, em maio de 2013, diante das irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União que impediam o repasse de recursos do BNDES, o presidente da OAS Dunas, Carlos Eduardo Paes Barreto, teria enviado mensagem a Leo Pinheiro afirmando que o apoio de Agripino na agilização do processo do TCU com o BNDES era importante para não comprometer a entrega da Arena.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), no pedido de abertura de inquérito contra o parlamentar, Agripino teria conseguido liberação de recursos do BNDES. Em contrapartida, a OAS teria doado R$ 500 mil ao diretório do DEM. O doleiro Alberto Yousseff também confessou, em delação premiada, ter administrado caixa dois da OAS e enviado R$ 3 milhões em espécie para Natal. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou operações suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador.

Defesa
O senador José Agripino (DEM-RN) divulgou uma nota na qual afirma repudiar “os fatos e destaca que em todos os depoimentos tomados e registrados ao longo do referido Inquérito não consta sequer uma referência de pedido ou recebimento de valores em troca de qualquer tipo de retribuição ou vantagem”.

Na nota, o senador registra que até as últimas eleições, contribuições de pessoas jurídicas eram legalmente permitidas.

“Ademais, nos autos do Inquérito, não são atribuídos quaisquer ilícitos relativos à movimentação financeira, em vista da apresentação prévia com justificativas quanto à origem, legalidade e declaração à Receita Federal”, afirma José Agripino.

Ele acrescenta que, “apesar de defender o combate à corrupção mediante a eficiência na apuração de todos fatos, o Senador José Agripino não aceita ações que generalizam e maculam a dignidade, a imagem e o capital político de homens públicos”.


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