PIB tem expansão tímida

Publicação: 2019-01-22 00:00:00 | Comentários: 0
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Luiz Antônio Felipe
laf@tribunadonorte.com.br

O Produto Interno Bruto ( PIB), do Brasil  cresce 0,3% no trimestre encerrado em novembro de 2018, pelos cálculos  do Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve essa expansão na comparação com o trimestre encerrado em agosto passado. De acordo com a FGV, o crescimento chegou a 1,4% na comparação com o trimestre encerrado em novembro de 2017. No acumulado de 12 meses, a alta chega a 1,3%. No setor externo, as exportações cresceram 8,1% e as importações caíram 5,7%.   Já o FMI eleva o crescimento do Brasil em 2019 a 2,5%, mas reduz projeção para 2020 a 2,2%. O fundo  corta a previsão de crescimento global, cita guerra comercial e fraqueza na Europa. 

Previsão
Os analistas veem o dólar a R$ 4, caso as reformas não sejam aprovadas. A expectativa de entrada maciça de recursos estrangeiros, no Brasil, neste início de ano. Já o Ibovespa no nível inédito de 100 mil pontos é questão de tempo, dizem analistas. A expectativa dos investidores com a reforma da Previdência e a trégua na percepção de risco nos mercados globais deram sustentação à bolsa.

Mercado
Em mais uma projeção semanal do boletim Focus, a alta do PIB de 2019 recua de 2,57% para 2,53%, enquanto a inflação pelo IPCA para 2019 cai de 4,02% para 4,01%, aponta os economistas ouvidos pelo Banco Central.  Até março o mercado vai balizando suas estimativas para os diversos indicadores econômicos.

Socorro
O custo da falência do banco americano Lehman Brothers e a devolução de dinheiro a investidores custou quase US$ 6 bilhões. O processo de fechamento do banco  e a devolução de dinheiro a investidores foi um doloroso processo que levou a economia dos Estados Unidos a uma difícil recuperação, há dez anos.

Comércio
A atividade do comércio cresce 6,8% em 2018 e retoma nível pré-crise, revela a Serasa Experian. Os setores mais ligados ao crédito tiveram melhor desempenho no ano passado. O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em 2018, supera a alta de 1,1% registrada no ano de 2017.  Tomara que mantenha o embalo neste início de 2019.

Em marcha lenta
Para a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o setor de serviços ainda está na lanterna da recuperação econômica. Mesmo com esse cenário, a CNC mantém a estimativa de estabilidade em 2018 e projeta alta de 2,0% para 2019. A recente Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE,  mostra que em novembro o volume de receitas do setor de serviços se manteve estável na pelo segundo mês consecutivo e segue sem apresentar crescimento anual desde 2014. A prestação de serviços às famílias foi o destaque positivo do mês ao avançar 3,1% – segunda maior taxa dos últimos 15 meses nesse tipo de comparação.

Desaceleração
O crescimento do PIB chinês é o menor desde 1990. Mesmo assim, o resultado de 6,6% em 2018 ficou acima da meta definida pelo governo. Já a produção em refinarias de petróleo da China atinge recorde em 2018.
CHUVAS As chuvas do fim de semana “molharam” grande parte do Rio Grande do Norte. Choveu em todas as regiões do RN,mas insuficiente para levar água aos principais reservatórios.  As chuvas também estão caindo em vários estados, como o Ceará.

Reservatórios (I)
As barragens do Nordeste continuam recebendo água das chuvas em Minas Gerais e parte da Bahia. No dia 27 de novembro Sobradinho estava com 22,04%; Três Marias com 37,24% e Itaparica com 25,70%. Hoje, Sobradinho acumula Sobradinho acumula 36,25%; Três Marias, 56,49% e Itaparica, 29,08%.

Reservatórios (II)
Apesar das fortes chuvas em alguns lugares - as chamadas chuvas isoladas -, os grandes açudes do semiárido do Nordeste ainda não sentiram a recarga d`agua. No Rio Grande do Norte vários açudes continuam praticamente secos, como o Itans e o Dourado, no Seridó. No Ceará, o Castanhão sofre com a seca e chega a 4% da sua capacidade.

Agro
As exportações do agro tem alta de quase 6% e ultrapassam US$ 100 bilhões, em 2018. O valor é recorde, com destaque para as compras chinesas de soja em grão, carne bovina in natura e celulose. O Brasil ainda tem um mercado amplo mercado externo a conquistar.


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